domingo, 30 de abril de 2023

Sorvete de espumante de alvarinho

A Feira do Alvarinho de Melgaço, a decorrer nesta altura, revelou diversas novidades, não apenas entre a produção de vinho - e irei referir-me a várias neste espaço.

Começo com uma que me deixou muito agradado: uma gelataria artesanal de Coimbra preparou um sorvete à base do espumante bruto Dona Paterna.

E se noutros casos o produto final deixou algumas dúvidas, neste o resultado é excelente. Um sorvete muito agradável, em que (e isso é o mais importante, nesta perspetiva) o sabor do espumamente surge desde o primeiro contacto e fica no céu da boca depois do final.

Ou seja, mais um exemplo da riqueza da casta e de como é possível diversificar a oferta, mantendo a qualidade.



quinta-feira, 27 de abril de 2023

Quinta d' Amares (2022): 5/10

Voltei a comprar o Quinta d'Amares, depois de ter lido que venceu um prémio no Japão, destinado a mulheres. 

Achei um pouco estranho porque o último que bebi, o 2019 não teria as características tão evidenciadas (ou estereotipadas) para um público feminino (um vinho perfumado, adocicado, muita fruta).

Mas ao beber o 2022 rapidamente se percebe porquê: este Quinta d'Amares é mesmo um vinho perfumado, quase doce, com bastante fruta, bastante fresco.

Eu não gosto. Mas há que respeitar quem gosta.

[este é, provavelmente, o vinho em que as avaliações mais têm flutuado, desde que provei o primeiro, relativo a 2016; diferentes formas de fazer o vinho, apesar do enólogo ser o mesmo, ou inconsistência da minha parte?]

Relação preço qualidade: €7,95 é caro para quem não gosta e uma pechincha para as japonesas!  

Ano da produção: 2022
Data de compra: março 23
Preço de compra: €7,95
Local de compra: Douro e Coisas, Vila do Conde
Data de consumo: abril 2023
Produtor: Quinta d'Amares
Localidade: Amares
Enólogo: António Sousa (na ficha); Diogo Schartt (na informação divulgada à comunicação social)
Acidez total: 6º
Açucares residual (g/l): seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: sapateira recheada
Pode acompanhar por exemplo:
(25)

Quinta d'Amares 2016

Quinta d'Amares 2019

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Dom Ponciano Bruto Natural Grande Reserva (2016): 8/10

Bebi o 2013 em 2019 e agora o 2016.

Mantenho tudo o que então escrevi ("Um dos melhores espumantes de alvarinho que alguma vez bebi"), com uma atualização: entretanto surgiram no mercado outros 'grandes reservas'.
Ano da produção: 2016
Data de compra: nov. 22
Local de compra: Feira do Espumante 2022, Melgaço
Preço de compra: 15€ 
Data de consumo: abril 2023
Produtor: Vinhos e Derivados
Localidade: Paderne, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de frango
Pode acompanhar por exemplo: polvo, lampreia, bacalhau (no forno, bordalesa, lagareiro, etc)
(199)

sábado, 22 de abril de 2023

Pé Franco (2020): 8/10

Não é o primeiro vinho produzido com vinhas sem enxertia (Luis Pato fez um há muitos anos e há mais alguns, poucos, exemplos), mas é o primeiro alvarinho que mostra como seriam os vinhos antes da chegada da filoxera.

A cor: impressiona. Parece curtimenta, tão alaranjado (aliás, as uvas são desengaçadas e fermentam em contacto com as películas, durante cerca de 2 semanas).

No nariz é intenso, mas adivinha-se logo que há qualquer coisa de diferente.

E a boca confirma isso, percebendo-se  que estamos perante um vinho complexo, onde surgem nozes, avelãs, à mistura com alguma adstringência. A tradicional fruta é pouco percetível. E como explicar que se percebam traços do que parece ser conhaque?

O final é marcante mas não se prolonga.

Em resumo: um vinho diferente, claramente inovador, que testa a plasticidade do alvarinho com enorme sucesso. Excelente.

Relação preço-qualidade: é excelente, mas o preço pode chegar aos €45 euros.

Ano da produção: 2020
Data de compra: março 2023
Preço de compra: €41,95 online 
Local de compra: oferta do produtor
Data de consumo: abril 23
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António Luis Cerdeira
Acidez Total: (g/dm3) - 5,4º
Açucares residual (g/l): seco
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação: "As uvas são desengaçadas e fermentam em contacto com as películas, durante cerca de 2 semanas. Após este período, são prensadas e, já sem as películas, o vinho fica em barrica onde vai terminar a fermentação e estagiar. Ao longo do processo de evolução, a barrica é movimentada de forma a permitir uma batônnage total. Ou seja, ao girar a barrica, as borras finas que estão no fundo misturam-se totalmente com o vinho, o que lhe vai conferir mais estrutura e complexidade."
Aberto quanto tempo antes: 45 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: cabrito assado no forno
Pode acompanhar por exemplo: fez-se a experiência com dois doces, incluindo chocolate, mas não foi a mais satisfatória.
(383)


quarta-feira, 12 de abril de 2023

Quinta das Pirâmides Reserva (2021): 6/10

Num primeiro momento este Reserva da Quinta das Pirâmides (o terceiro alvarinho provado deste produtor) mostrou-se muito fechado, com aroma frutado mas de imediato quase só acidez.

Decidi então beber apenas esse primeiro copo e aguardar pelo dia seguinte.

E ainda bem que o fiz.

O vinho mostrou outra capacidade de se ligar com a acidez final, já a mostrar credenciais de ser um reserva, com vários sabores secundários (embora se desconheça a forma de vinificação - apenas inox?).

A nota é a média dos dois momentos.

Relação preço-qualidade: aceitável, para um reserva (bebido algumas horas depois de aberto...)

Ano da produção: 2021
Data de compra: dezembro 2022
Preço de compra: €9,61
Local de compra: no produtor
Data de consumo: abril 23
Produtor: Quinta das Pirâmides
Localidade: Famalicão, Vinho Verde DOC
Enólogo: Gabriela Albuquerque
Acidez Total: (g/dm3) - 8,5 - 8,9
Açucares residual (g): 2.7-3,2
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: ?
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(382)


sábado, 1 de abril de 2023

Só Vinha (2021): 6/10

 Este Só Vinha surgiu há poucos meses no El Corte Inglés, pelo menos tanto quanto me foi dado perceber.

Trata-se de um vinho produzido na zona de Amarante e distribuído por uma garrafeira de Lisboa chamada wineman (curiosamente, há muitos vinhos online, mas não há pormenores sobre este Só Vinha...).

Trata-se de um vinho bastante frutado (de mais?), com um final seco e agradável.

A questão é que este vinho, ao preço a que é vendido, concorre diretamente com o a referência nº1 do mercado para o segmento dos €10, Soalheiro, ou com o Regueiro Reserva, para dar dois exemplos. E fica a perder. Dois euros a menos colocá-lo-iam num patamar mais razoável.

Relação preço-qualidade: caro (já explicado)

Ano da produção: 2021
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €10,99
Local de compra: El Corte Inglés
Data de consumo: março 23
Produtor: wineman
Localidade: [Engarrafado por: Eng. nº 6683, Amarante]
Enólogo: António Sousa
Acidez volátil (g/dm³): ?
Acidez Total (g/dm³): ?
Açúcares residuais (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12/13º
Acompanhou: pataniscas de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(381)


terça-feira, 28 de março de 2023

Mosto Flor (2021): 7/10

 A Quinta do Soalheiro vem afirmando-se como o produtor mais inovador da subregião. Sinal disso, acaba de lançar três novas produções, que têm um carácter experimental (assumido pelo próprio produtor).

A primeira a ser provada foi este Mosto Flor, "feito a partir das gotas que escorrem naturalmente das uvas de Alvarinho antes da primeira prensagem" (o mosto lágrima).

Duas observações sobre este vinho: 

- não é nem provavelmente virá a ser o melhor vinho feito pela equipa de enologia de António Luis Cerdeira, mas esse também não era o objetivo; 

- para quem gosta de finais com boa acidez, tem aqui um vinho muito interessante. Aliás, o vinho vale sobretudo por esse final, cativante, mas que chega muito rapidamente (passamos quase do aroma ao final, parecendo não ter corpo).

Relação preço-qualidade: em Portugal, nesta altura, já não se lançam vinhos experimentais a menos de 20 euros. Esta exceção merece registo.

Ano da produção: 2021
Data de compra: março 2023
Preço de compra: €14 [pvp]
Local de compra: oferta do produtor
Data de consumo: março 23
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enólogo: António Luís Cerdeira
Acidez volátil (g/dm³): 0.47
Acidez Total (g/dm³): 6.7
Açúcares residuais (g/l): seco 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação: "Esse mosto, resultado da pressão normal que existe entre
as uvas ao serem introduzidas na prensa, é separado, sujeito a decantação e fermenta em cubas de inox."
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º 
Acompanhou: linguadinhos fritos com arroz de tomate
Pode acompanhar por exemplo:
(380)


quarta-feira, 22 de março de 2023

Licor de uvas alvarinhas (?): 5/10

Na Saudáveis e Companhia, de Monção, encontrei este licor de uvas alvarinhas, que se apresenta como sendo de fabrico artesanal.

Nos ingredientes pode ler-se "aguardente bagaceira [que se supõe ser de alvarinho], fruta [as uvas, imagino], açúcar e água".

Não sendo o primeiro licor de alvarinho (há pelo menos três referenciado até agora), distingue-se pelo facto de ter a aguardente muito presente. Diria até, em demasia. Sente-se mais a aguardente do que o licor (e queima...).

A informação sobre a empresa produtora (de Joaquim Rodrigues /AF Liqueurs) é escassa mas ficámos a saber que nasceu em 2015 e tem sede em Monção. Fica a sugestão para afinar a receita. E, já agora, para criar um nome comercial para o produto.

Relação preço-qualidade: €9 euros (por 200 ml) não é caro.

Ano da produção: 201?
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €9 [200 ml]
Local de compra: Saudáveis e Companhia
Data de consumo: março 23
Produtor: AF Liquers / Joaquim Rodrigues
Localidade: Monção
Enólogo:
Acidez volátil (g/dm3):
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 18º
Método de vinificação: 
Aberto quanto tempo antes: na hora
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 5/6º (o produtor recomenda servir a 3/5º)
Acompanhou: doces
Pode acompanhar por exemplo:
(379)


sexta-feira, 17 de março de 2023

Quinta de Sant'Ana Forte do Picoto (2018): 6/10

Este alvarinho produzido em Mafra apresenta-se como vinho biológico (numa produção de apenas 1015 garrafas).

Talvez por ser biológico e já ter cinco anos não esteja na sua melhor forma.

Senti-o um pouco apagado, com boa acidez, é certo, mas com muita primazia da madeira.

Relação preço-qualidade: sei que são apenas 1050 garrafas, mas considero-o caro.

Ano da produção: 2018
Data de compra: setembro 2022
Preço de compra: €19,9
Local de compra: Granvine
Data de consumo: março 23
Produtor: Quinta de Sant'ana
Localidade: Mafra, VRLisboa
Enólogo: 
Acidez volátil (g/dm3): 
Açúcares residuais: 
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação: "Estagiou 10 meses em barris de carvalho francês usados."
Aberto quanto tempo antes: 45 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 14º
Acompanhou: pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(378)


terça-feira, 14 de março de 2023

QM Vindima Tardia Superior (2020): 8/10

Será provavelmente polémico, mas das muitas formas e feitios que se produz alvarinho aquela que casa melhor com as características da casta é a colheita/vindima tardia.

Infelizmente, por razões climatéricas, é (pelo menos nesta altura) impossível produzir todos os anos, pelo que estamos a falar de raridades e de produções muito escassas... [toda a gente se lembra o que choveu em novembro/dezembro do ano passado, dificilmente haverá colheitas tardias relativas a 2022...].

Porque não é fácil (e, provavelmente, recompensador, em termos financeiros), são raros os produtores que insistem. As Quintas de Melgaço distinguem-se por isso, apresentando agora nova colheita, relativa a 2020 (a primeira foi em 2014, seguiram-se 2016 e agora 2020). Foram pioneiros e persistem.

Um vinho excelente, penalizado pelo preço, que, compreensivelmente, tem em conta todas as condicionantes atrás expostas.

Ano da produção: 2020
Data de compra:
Preço de compra: bebido na Essência do Vinho 2023 (€49,9 PVP ]
Local de compra:
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Quintas de Melgaço
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Jorge Sousa Pinto
Acidez total: 7 g/l Ácido Tartárico 
Açúcares totais: 110 g/l 
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação: "A colheita destas preciosas uvas preservadas pelo frio é efectuada de forma manual, no início de Dezembro. Prensagem suave e decantação a frio de 12 a 36 horas a uma temperatura controlada entre 12ºC-16ºC. Fermentação até 15 dias com controlo de temperatura entre 16ºC - 18ºC. Estágio: Estágio em cubas de inox com temperatura controlada e removimento regular das borras durante 6 a 9 meses. Após a fermentação, parte do vinho estagia em barricas velhas de carvalho francês durante 6 a 9 meses."
Aberto quanto tempo antes: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(335)

QM Vindima Tardia Superior 2016

terça-feira, 7 de março de 2023

Soalheiro 2015 L1518: *

É fundamental começar por referir que este Soalheiro 2015 L1518 faz parte de um conjunto de quatro vinhos lançados no ano passado para assinalar os 40 anos da marca Soalheiro [são eles "o 2015 L15, um ano frio e o 2018 L18, um ano quente, e dois blends propostos por nós: 2015 L1518, composto essencialmente pela colheita de 2015 (fria), 15% da colheita de 2018 (quente) e um segredo de adega, e 2018 L1815, em percentagens inversas", de acordo com a informação da marca].

Ou seja, este vinho, ou qualquer um dos outros três, não está à venda indivualmente.

O conjunto tem um preço proibitivo e apenas agora tive oportunidade de provar um deles (e numa circunstância muito especial, na Essência do Vinho, sem tempo para poder compreender melhor o resultado final. Daí ter optado por não atribuir nota (*).

Gostaria de ter tido oportunidade de provar o 2015 e o 2018 individualmente.

Ano da produção: 2015
Data de compra:
Preço de compra: bebido na Essência do Vinho 2023 (PVP €50]
Local de compra:
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António L. Cerdeira
Acidez volátil (g/dm3): 0.46
Açúcares residuais: dry
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: 
Aberto quanto tempo antes: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo: 
(377)


segunda-feira, 6 de março de 2023

Deu la Deu Reserva (2017): 6/10

Há cinco meses bebi o 2020 e não só mantenho, agora, a mesma nota, como, em termos de características, não vejo grandes diferenças.

É normal, dirão alguns leitores, já que se trata do mesmo vinho.

Mas eu esperava que o 2017, como vários anos em garrafa, tivesse envelhecido, o que não aconteceu.

Ano da produção: 2017
Data de compra: ?
Preço de compra: ? [€14,99 pvp]
Local de compra: oferta particular dez 22
Data de consumo: março 23
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: Fernando Moura?
Acidez Total (g/dm3): 4,5º (2020)
Açúcar [redutor](g/dm3): menor 5 (2020)
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: lulas estufadas com arroz
Pode acompanhar por exemplo:
(38)

Deu la deu Reserva (2020)
Deu la deu Reserva (2017) [prova em 2020]
Deu la deu Reserva (2016)

quinta-feira, 2 de março de 2023

Patriam Nº1 (2022): 8/10

As Quintas de Melgaço inovaram com o lançamento, no ano passado, deste Patriam, que resulta de vinhos de quatro colheitas (2017, 18, 19 e 20), em quantidades aproximadas.

Ao bebê-lo fiquei com duas ideias: a de que, neste momento, é já um grande vinho, muito equilibrado e evoluído, seja na fruta, seja na forma como a madeira surge, seja na acidez, e que daqui a 10 anos estará muito melhor!

Relação preço-qualidade: se não estou enganado, trata-se de um dos três alvarinhos mais caros (juntamente com o Irequieto/Provam e Tempo/Anselmo Mendes). O produtor fez apenas 3276 garrafas (devidamente numeradas) e o preço reflete essa raridade (de quantidade e de vinificação). 

Ano da produção: 2022 [nota: o produtor não identifica qualquer ano como sendo o do lançamento, preferindo chamar-lhe nº1]
Data de compra: 
Preço de compra: bebido na Essência do Vinho 2023 (PVP €50]
Local de compra: 
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Quintas de Melgaço
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Jorge Sousa Pinto
Acidez Total: 6,75 g/l ácido Tartárico
Açúcares totais (g): 3 g/l |
Teor Alcoólico (%vol): 12,6º
Método de vinificação: "Prensagem suave de uva inteira e decantação de 12 a 36 horas a uma temperatura controlada entre 12ºC - 16ºC. Fermentação até 15 dias com controlo de temperatura entre 16ºC - 18ºC. Fermentação em barricas de 2º e 3º ano sobre borras totais."
Aberto quanto tempo antes: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo: é um vinho altamente gastronómico, incluindo carnes brancas
(376)


sábado, 25 de fevereiro de 2023

Cortinha Velha Espumante Extra Bruto Grande Reserva (2018): 7/10

Ainda bem que há cada vez mais oferta de grandes (ou velhas) reservas nos espumantes de alvarinho, este com uma particularidade: é extra bruto (menos de seis gramas por litro, nos açúcares residuais). Se não me engano, é o primeiro a juntar estas características.

O resultado? Francamente, não é o melhor que bebi até hoje.

Não sei se é da opção pelo extra bruto, se é da vinificação [não há informação no site da empresa], mas falta qualquer coisa para ser um grande espumante, pelo menos compatível com o preço.

Tem um aroma muito interessante, a bolha não agride mas depois, em boca, perde alguma força, sobretudo no final.

(terceiro espumante da Cortinha Velha, estão a tornar-se especialistas!)

Relação preço-qualidade: ... por tudo isto, caro.
Ano da produção: 2018
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €29,95
Local de compra: Saudáveis e Companhia
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Cortinha Velha
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez Total: ?
Açúcares residuais (g): - 6g/litro
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: ?
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: arroz de peixe galo com ameijoas
Pode acompanhar por exemplo:
(375)


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Vinha Antiga Escolha (2018): 7/10

Quando provei o 2015 e depois o 2017, este Vinha Antiga não me impressionou (sobretudo o primeiro). Senti que faltava alguma coisa. Abri agora o 2018 e as primeiras impressões foram iguais. Decidi então limitar-me ao primeiro copo e guardar o vinho, devidamente acondicionado, para o beber 24 horas depois. E o resultado foi complemente diferente. Revelou-se um vinho com grande maturidade e equilíbrio, madeira e fruta bem casados e um final muito interessante (já era no primeiro copo).

A nota que decidi atribuir representa uma média desses dois momentos muito diferentes.

Relação preço-qualidade: bom.

Ano da produção: 2018
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €9,90
Local de compra: Saudáveis e Companhia
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Provam
Localidade: Barbeita, Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total: (g/l): 5,3
Açúcares (g/l): < 1,5
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: "Das vinhas mais antigas da Sub-Região, é feita uma criteriosa escolha das
uvas com maior grau de maturação. Estas são exclusivamente transportadas em caixas de 20kg, prensadas inteiras e com maceração pelicular. O mosto é clarificado a 12º C durante 48 horas e fermentado e estagiado em barricas de carvalho francês durante vários meses." (produtor)
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos para o primeiro copo
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: fanecas fritas com arroz e massa com perú 
Pode acompanhar por exemplo:
(27)

Vinha Antiga (2015)

domingo, 19 de fevereiro de 2023

Quinta das Pirâmides Estagiado em Barrica de Carvalho (2020): 6/10

No contrarótulo este nome comprido é substituído por Quinta das Pirâmides Madeira. E é uma boa definição.

Madeira é o que distingue este vinho, talvez em excesso.

Acredito que seja uma questão de gosto e que haja quem o ache muito sugestivo (café, baunilha...) mas entendo que a barrica se sobrepõe às características do alvarinho, sobretudo no final, quando perde alguma força - a acidez apaga-se.

Talvez se possa corrigir em futuras colheitas.

[é o segundo de quatro alvarinhos produzidos por esta quinta em Famalicão]

Relação preço-qualidade: um pouco caro (mas nada se sabe sobre a vinificação; quanto tempo esteve a estagiar nas barricas?]

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 2022
Preço de compra: €10,17
Local de compra: no produtor
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Quinta das Pirâmides
Localidade: Famalicão, Vinho Verde DOC
Enólogo: Gabriela Albuquerque
Acidez Total: (g/dm3) - 7.9 - 8.3
Açucares residual (g): < 2.5
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(374)



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Encostas da Cabana Espumante (2016): 9/10 [segunda prova]

O mesmo vinho bebido em 2018? Exatamente!

A única diferença é que, entretanto, passaram cinco anos e o envelhecimento foi notável.

É o mesmo vinho? Sinceramente não parece. Melhorou bastante.

Julgo saber que a produção acabou.

Se assim for, esta foi a última garrafa!

Não podia ter sido melhor.

Ano da produção: 2016
Data de compra: setembro 2018
Local de compra: no produtor
Preço de compra: €8
Data de consumo: fevereiro 2023
Produtor: Encostas da Cabana
Localidade: Penso, Melgaço (IG Minho)
Enólogo: ?
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: diversas sobremesas
Pode acompanhar por exemplo: qualquer um!
(131)


domingo, 12 de fevereiro de 2023

Gema (2021): 7/10 [atualizado]

 Antes de mais, trata-se de uma novidade, que encontrei à venda na Saudáveis e Companhia.

Segundo: os rótulos prestam pouca informação e não encontrei nada sobre a forma como o vinho foi feito.

[Atualizado em março de 2023 com este site: WWW.GEMAWINES.COM]

... E isso fez falta, uma vez que se trata de um vinho com (parece-me) alguma complexidade. Bâtonage? Borras finas?

O que se sabe é que é produzido em Merufe, Monção, e que temum excelemnte aroma a fruta. Na boca apresenta um perfil que vai do cítrico a traços mais minerais. Tem uma acidez bem vincada mas o final não é muito prolongado.

Talvez ganhe em ser bebido daqui a dois ou três anos.

Relação preço-qualidade: um pouco caro.
Ano da produção: 2021
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €19,9
Local de compra: Saudáveis e Companhia
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Gema Vineyards
Localidade: Merufe, Monção
Enólogo: ?
Acidez Total: 6.8 gr/L
Açúcar Residual: 5.5 gr/L
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação: "as uvas foram desengaçadas e suavemente prensadas. A fermentação decorreua
baixas temperaturas em cubas de inox"
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de peixe galo
Pode acompanhar por exemplo:
(373)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Soalheiro Reserva (2018): 9/10

Não há muito tempo, alguém me desafiou com esta provocação: se o alvarinho é a melhor casta branca de Portugal, não seria normal que os melhores vinhos brancos também fossem de alvarinho?

A questão é complexa, porque ao lotear com várias castas produzem-se grandes vinhos, mas o 'agente provocador' não ficou sem resposta: este Soalheiro Reserva é, nomeadamente, um dos melhores alvarinhos produzidos em Portugal e um dos melhores brancos (monocasta) que conheço.

De uma coisa tenho a certeza: este é o alvarinho que melhor enquadra a madeira. Nesse aspecto é perfeito.

Ano da produção: 2018
Data de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra: 
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António L. Cerdeira
Acidez Total: 6,4 g/L (2021)
Açúcares residuais (g): dry (2021)
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: Fermentação e envelhecimento em barricas de carvalho francês durante um ano. Contacto com borras finas e bâtonnage.
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de frango
Pode acompanhar por exemplo:
(190)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Opção B Reserva Estágio em Barricas (2016): 7/10

Para quem gosta de alvarinhos que passaram por madeira.

Eu gosto.

No caso não encontramos uma exposição excessiva, permitindo os sabores tropicais sobressaírem.

O final é curto.

[fiquei com a sensação de que este 2016 já não envelhece mais]

Relação preço-qualidade: um ou dois menos, mas não é por aí.

Ano da produção: 2016
Data de compra: janeiro 23
Preço de compra: €18,10
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: AB Wines
Localidade: Amarante, Vinho Regional Minho
Enólogo: António Sousa
Acidez Total: 6,6 g/L
Açúcares residuais (g): 4,7 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: Estágio em barricas de carvalho francês (quanto tempo?) 
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 14º
Acompanhou: lulas estufadas
Pode acompanhar por exemplo:
(372)

Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26 . 1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 1 0 milhões de quilos [10 mil tonela...

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