quarta-feira, 17 de maio de 2023

Encostas do Mouro Grande Escolha Maria de Fátima (2022): 3/10

Não vou escrever que este é o pior alvarinho que alguma vez bebi, produzido na subregião, mas é certamente o pior dos últimos anos.

Explicação: trata-se de um vinho excessivamente doce (na minha opinião, claro), quase enjoativo.

Imagino que os produtores pensem no estereótipo do gosto feminino e não sou eu que vou contrariar isso, desejando até que tenham muito sucesso, como desejo a todos, mas algo está a mais (ou a menos...).

Relação preço-qualidade: irrelevante neste contexto.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 2023
Preço de compra: €7
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço
Data de consumo: maio 23
Produtor: Encostas do Mouro
Localidade: Podame, Monção
Enólogo: José Vilarinho
Acidez Total: ?
Açucares: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 3/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: lulas estufadas
Pode acompanhar por exemplo:
(386)


terça-feira, 16 de maio de 2023

Jurássico II: 9/10

Não há qualquer dúvida de que se trata de um vinho extraordinário, muito gastronómico e com capacidade de envelhecimento.

A fórmula encontrada por Paulo Rodrigues (neste caso, são lotes de vinhos das colheitas de 2007, 2008, 2009 e 2010, conservados em inox) resulta em cheio.

A minha única dúvida é o preço: valerá €45 euros (em garrafeira) ou cerca de €70 em restaurante, mesmo tratando-se de uma produção inferior a 2000 garrafas, numeradas? Optei por manter a nota que atribuo pela qualidade do vinho, sem desconto (de 1 ponto) pelo preço.

Ano da produção: 2020?
Data de compra: maio 2023
Preço de compra: €?
Local de compra: Restaurante Grade, Leça da Palmeira
Data de consumo: maio 23
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total: (g/dm3) 8º
Açucares residual: seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: " lotes de vinhos das colheitas de 2007, 2008, 2009 e 2010, conservados em inox, e separados por anos"
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º?
Acompanhou: atum braseado
Pode acompanhar por exemplo: tirando cozido á portuguesa, pode acompanhar tudo, até tripas à moda do Porto!
(172)

Jurássico I


quarta-feira, 10 de maio de 2023

Adega de Ponte da Barca Reserva dos Sócios Casco de Castanho (2019): 7/10

Várias coisas a dizer sobre este vinho:

A primeira, a menos importante, é o nome: Adega de Ponte da Barca Reserva dos Sócios Casco de Castanho não é muito fácil de fixar e trata-se de uma versão reduzida de Adega Cooperativa de Ponte da Barca Edição Comemorativa dos 50 Anos, Reserva dos Sócios Casco de Castanho!

A segunda: inexplicavelmente, os alvarinhos em madeira estão a perder fulgor e a Adega de Ponte da Barca tem duas variedades, estágio em madeira de castanho e em madeira de carvalho. Se esta última opção é a mais comum, a primeira é diferente do que existe e, por isso, inovadora - o que, neste espaço, sempre se saúda.

Agora o vinho: as duas marcas distintivas são a madeira, bem percetível, e a acidez, o que é ótimo. No nariz tem personalidade. Senti falta de sabores secundários resultantes do estágio em madeira, sobretudo notas mais tropicais.

Relação preço-qualidade: desconhece-se o tempo de estágio. Compara com aquele que é a referência neste capítulo, o Soalheiro Reserva, e não fica a ganhar. Mas é mais barato.

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €18,65
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: maio 23
Produtor: Adega de Ponte da Barca
Localidade: Ponte da Barca
Enólogo: ?
Acidez Total: (g/dm3) ?º
Açucares residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: "?
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(385)



segunda-feira, 8 de maio de 2023

Sobre os concursos (1)

Falar dos concursos de vinhos é falar de um assunto sensível e que gera sempre discórdia.

É que os concursos estão limitados aos vinhos que os produtores enviam para serem avaliados - se a amostra é pequena a vitória tem um significado, se é grande, outra.

A Comissão dos Vinhos Verdes organiza anualmente o seu concurso (em prova cega, como se impõe), cujos últimos resultados foram conhecidos nos último dias. E ganhou um vinho absolutamente inesperado, digo eu.

O meu ponto é o seguinte: ao contrário do que aconteceu em 2022, o vinho que ganhou é um alvarinho fora da subregião e entre os quatro alvarinhos premiados na categoria mais importante, a 'ouro',  há apenas dois da subregião (Deu la Deu Reserva e o espumante Canhotos Sublime Bruto). A situação não se altera se tomarmos em conta a lista 'prata', mais alargada.

O que é que isto significa? Que a generalidede dos produdores da subregião não concorreu, o que não valoriza o concurso: entre todos os premiados só encontramos três produtores da subregião: Encostas de Melgaço (vencedor no ano passado, agora remetido à segunda lista), Adega de Monção (o referido Deu la Deu e uma aguardente vínica) e Casa de Canhotos.

Consulte os premiados AQUI

Há alvarinhos fora da subregião tão bons como muitos de Monção e Melgaço. Mas são uma minoria. Nesse sentido, este concurso passa (involuntariamente*) uma imagem errada. É um dos problemas dos concursos (nota: 300 amostras este ano, contra 200 no ano anterior, segundo a organização). Culpa apenas dos produtores ou algo precisa de ser repensado no concurso?

* Por falar em imagem errada: no ano passado uma das distinções foi para um vinho, produzido pela Adega de Monção, que não se vende em Portugal. Que sentido faz?


quinta-feira, 4 de maio de 2023

Hidromel de alvarinho

Outra das novidades da Feira de Melgaço deste ano foi um hidromel.

Segundo os responsáveis ("Produtos Inovadores"), é feito com espumante de alvarinho Cortinha Velha e tem 11 graus de álcool.

Provei [€3 o copo) e não gostei.
Não só porque não encontrei a base de alvarinho como porque o resultado final me soube 'a remédio'.
Talvez mereça uma nova prova em momento oportuno.


quarta-feira, 3 de maio de 2023

Quinta do Mascanho Grande Reserva (2018): 8/10

O 'problema' destes vinhos, com muito tempo de estágio (colheita de 2018, engarrafada em 2022), é que precisam de tempo para se revelarem plenamente. Esta garrafa foi aberta uma hora antes e não foi suficiente. Como muitas vezes já me aconteceu, no dia seguinte (12 horas depois, devidamente acondicionada) estava ainda melhor, no sentido em que mais sabores secundários se revelaram (frutos secos, por exemplo) e se mostraram mais intensos.

Mas quem é que abre uma garrafa 12 horas antes? No restaurante nem 12 minutos até o primeiro copo ser servido...

Estamos perante um grande vinho, a que só falta um final mais prolongado para ser excecional.

Relação preço-qualidade: €20 euros é um bom preço.

Ano da produção: 2018
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: oferta do produtor [€22,5 online]
Local de compra: 
Data de consumo: maio 23
Produtor: Quinta do Mascanho
Localidade: Ceivães, Monção [este produtor tem vinhas em Monção e Melgaço, de onde, aliás, vem o nome Mascanho]
Enólogo: José António Lourenço?
Acidez Total: (g/dm3) - 6,5º
Açucares residual Seco <1,5 g/dm3
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: "Os anos de estágio em inox, em contacto com borras finas, acrescentam uma nova estrutura e complexidade a este vinho."
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: robalo assado no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(384)



terça-feira, 2 de maio de 2023

Vermute de alvarinho (Casa de Canhotos)

 A Casa de Canhotos apresentou na Feira do Alvarinho de Melgaço um novo produto: um vermute de alvarinho (15,5º de álcool).

Na Galiza há alguma oferta, mas em Portugal é absoluta novidade. O que se saúda.

O resultado final: trata-se de uma bebida muito agradável, com abundância de ervas aromáticas (maceradas), mas que acabam por anular a essência da casta.

Ou seja, como bebida, a Casa de Canhotos está de parabéns pelo produto; como derivado de alvarinho já tenho as minhas dúvidas (no fundo, se a base fosse um azal, um arinto ou mesmo um loureiro, para falar apenas de castas da zona dos Verdes, o resultado talvez não fosse muito diferente).



domingo, 30 de abril de 2023

Sorvete de espumante de alvarinho

A Feira do Alvarinho de Melgaço, a decorrer nesta altura, revelou diversas novidades, não apenas entre a produção de vinho - e irei referir-me a várias neste espaço.

Começo com uma que me deixou muito agradado: uma gelataria artesanal de Coimbra preparou um sorvete à base do espumante bruto Dona Paterna.

E se noutros casos o produto final deixou algumas dúvidas, neste o resultado é excelente. Um sorvete muito agradável, em que (e isso é o mais importante, nesta perspetiva) o sabor do espumamente surge desde o primeiro contacto e fica no céu da boca depois do final.

Ou seja, mais um exemplo da riqueza da casta e de como é possível diversificar a oferta, mantendo a qualidade.



quinta-feira, 27 de abril de 2023

Quinta d' Amares (2022): 5/10

Voltei a comprar o Quinta d'Amares, depois de ter lido que venceu um prémio no Japão, destinado a mulheres. 

Achei um pouco estranho porque o último que bebi, o 2019 não teria as características tão evidenciadas (ou estereotipadas) para um público feminino (um vinho perfumado, adocicado, muita fruta).

Mas ao beber o 2022 rapidamente se percebe porquê: este Quinta d'Amares é mesmo um vinho perfumado, quase doce, com bastante fruta, bastante fresco.

Eu não gosto. Mas há que respeitar quem gosta.

[este é, provavelmente, o vinho em que as avaliações mais têm flutuado, desde que provei o primeiro, relativo a 2016; diferentes formas de fazer o vinho, apesar do enólogo ser o mesmo, ou inconsistência da minha parte?]

Relação preço qualidade: €7,95 é caro para quem não gosta e uma pechincha para as japonesas!  

Ano da produção: 2022
Data de compra: março 23
Preço de compra: €7,95
Local de compra: Douro e Coisas, Vila do Conde
Data de consumo: abril 2023
Produtor: Quinta d'Amares
Localidade: Amares
Enólogo: António Sousa (na ficha); Diogo Schartt (na informação divulgada à comunicação social)
Acidez total: 6º
Açucares residual (g/l): seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: sapateira recheada
Pode acompanhar por exemplo:
(25)

Quinta d'Amares 2016

Quinta d'Amares 2019

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Dom Ponciano Bruto Natural Grande Reserva (2016): 8/10

Bebi o 2013 em 2019 e agora o 2016.

Mantenho tudo o que então escrevi ("Um dos melhores espumantes de alvarinho que alguma vez bebi"), com uma atualização: entretanto surgiram no mercado outros 'grandes reservas'.
Ano da produção: 2016
Data de compra: nov. 22
Local de compra: Feira do Espumante 2022, Melgaço
Preço de compra: 15€ 
Data de consumo: abril 2023
Produtor: Vinhos e Derivados
Localidade: Paderne, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de frango
Pode acompanhar por exemplo: polvo, lampreia, bacalhau (no forno, bordalesa, lagareiro, etc)
(199)

sábado, 22 de abril de 2023

Pé Franco (2020): 8/10

Não é o primeiro vinho produzido com vinhas sem enxertia (Luis Pato fez um há muitos anos e há mais alguns, poucos, exemplos), mas é o primeiro alvarinho que mostra como seriam os vinhos antes da chegada da filoxera.

A cor: impressiona. Parece curtimenta, tão alaranjado (aliás, as uvas são desengaçadas e fermentam em contacto com as películas, durante cerca de 2 semanas).

No nariz é intenso, mas adivinha-se logo que há qualquer coisa de diferente.

E a boca confirma isso, percebendo-se  que estamos perante um vinho complexo, onde surgem nozes, avelãs, à mistura com alguma adstringência. A tradicional fruta é pouco percetível. E como explicar que se percebam traços do que parece ser conhaque?

O final é marcante mas não se prolonga.

Em resumo: um vinho diferente, claramente inovador, que testa a plasticidade do alvarinho com enorme sucesso. Excelente.

Relação preço-qualidade: é excelente, mas o preço pode chegar aos €45 euros.

Ano da produção: 2020
Data de compra: março 2023
Preço de compra: €41,95 online 
Local de compra: oferta do produtor
Data de consumo: abril 23
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António Luis Cerdeira
Acidez Total: (g/dm3) - 5,4º
Açucares residual (g/l): seco
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação: "As uvas são desengaçadas e fermentam em contacto com as películas, durante cerca de 2 semanas. Após este período, são prensadas e, já sem as películas, o vinho fica em barrica onde vai terminar a fermentação e estagiar. Ao longo do processo de evolução, a barrica é movimentada de forma a permitir uma batônnage total. Ou seja, ao girar a barrica, as borras finas que estão no fundo misturam-se totalmente com o vinho, o que lhe vai conferir mais estrutura e complexidade."
Aberto quanto tempo antes: 45 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: cabrito assado no forno
Pode acompanhar por exemplo: fez-se a experiência com dois doces, incluindo chocolate, mas não foi a mais satisfatória.
(383)


quarta-feira, 12 de abril de 2023

Quinta das Pirâmides Reserva (2021): 6/10

Num primeiro momento este Reserva da Quinta das Pirâmides (o terceiro alvarinho provado deste produtor) mostrou-se muito fechado, com aroma frutado mas de imediato quase só acidez.

Decidi então beber apenas esse primeiro copo e aguardar pelo dia seguinte.

E ainda bem que o fiz.

O vinho mostrou outra capacidade de se ligar com a acidez final, já a mostrar credenciais de ser um reserva, com vários sabores secundários (embora se desconheça a forma de vinificação - apenas inox?).

A nota é a média dos dois momentos.

Relação preço-qualidade: aceitável, para um reserva (bebido algumas horas depois de aberto...)

Ano da produção: 2021
Data de compra: dezembro 2022
Preço de compra: €9,61
Local de compra: no produtor
Data de consumo: abril 23
Produtor: Quinta das Pirâmides
Localidade: Famalicão, Vinho Verde DOC
Enólogo: Gabriela Albuquerque
Acidez Total: (g/dm3) - 8,5 - 8,9
Açucares residual (g): 2.7-3,2
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: ?
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(382)


sábado, 1 de abril de 2023

Só Vinha (2021): 6/10

 Este Só Vinha surgiu há poucos meses no El Corte Inglés, pelo menos tanto quanto me foi dado perceber.

Trata-se de um vinho produzido na zona de Amarante e distribuído por uma garrafeira de Lisboa chamada wineman (curiosamente, há muitos vinhos online, mas não há pormenores sobre este Só Vinha...).

Trata-se de um vinho bastante frutado (de mais?), com um final seco e agradável.

A questão é que este vinho, ao preço a que é vendido, concorre diretamente com o a referência nº1 do mercado para o segmento dos €10, Soalheiro, ou com o Regueiro Reserva, para dar dois exemplos. E fica a perder. Dois euros a menos colocá-lo-iam num patamar mais razoável.

Relação preço-qualidade: caro (já explicado)

Ano da produção: 2021
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €10,99
Local de compra: El Corte Inglés
Data de consumo: março 23
Produtor: wineman
Localidade: [Engarrafado por: Eng. nº 6683, Amarante]
Enólogo: António Sousa
Acidez volátil (g/dm³): ?
Acidez Total (g/dm³): ?
Açúcares residuais (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12/13º
Acompanhou: pataniscas de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(381)


terça-feira, 28 de março de 2023

Mosto Flor (2021): 7/10

 A Quinta do Soalheiro vem afirmando-se como o produtor mais inovador da subregião. Sinal disso, acaba de lançar três novas produções, que têm um carácter experimental (assumido pelo próprio produtor).

A primeira a ser provada foi este Mosto Flor, "feito a partir das gotas que escorrem naturalmente das uvas de Alvarinho antes da primeira prensagem" (o mosto lágrima).

Duas observações sobre este vinho: 

- não é nem provavelmente virá a ser o melhor vinho feito pela equipa de enologia de António Luis Cerdeira, mas esse também não era o objetivo; 

- para quem gosta de finais com boa acidez, tem aqui um vinho muito interessante. Aliás, o vinho vale sobretudo por esse final, cativante, mas que chega muito rapidamente (passamos quase do aroma ao final, parecendo não ter corpo).

Relação preço-qualidade: em Portugal, nesta altura, já não se lançam vinhos experimentais a menos de 20 euros. Esta exceção merece registo.

Ano da produção: 2021
Data de compra: março 2023
Preço de compra: €14 [pvp]
Local de compra: oferta do produtor
Data de consumo: março 23
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enólogo: António Luís Cerdeira
Acidez volátil (g/dm³): 0.47
Acidez Total (g/dm³): 6.7
Açúcares residuais (g/l): seco 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação: "Esse mosto, resultado da pressão normal que existe entre
as uvas ao serem introduzidas na prensa, é separado, sujeito a decantação e fermenta em cubas de inox."
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º 
Acompanhou: linguadinhos fritos com arroz de tomate
Pode acompanhar por exemplo:
(380)


quarta-feira, 22 de março de 2023

Licor de uvas alvarinhas (?): 5/10

Na Saudáveis e Companhia, de Monção, encontrei este licor de uvas alvarinhas, que se apresenta como sendo de fabrico artesanal.

Nos ingredientes pode ler-se "aguardente bagaceira [que se supõe ser de alvarinho], fruta [as uvas, imagino], açúcar e água".

Não sendo o primeiro licor de alvarinho (há pelo menos três referenciado até agora), distingue-se pelo facto de ter a aguardente muito presente. Diria até, em demasia. Sente-se mais a aguardente do que o licor (e queima...).

A informação sobre a empresa produtora (de Joaquim Rodrigues /AF Liqueurs) é escassa mas ficámos a saber que nasceu em 2015 e tem sede em Monção. Fica a sugestão para afinar a receita. E, já agora, para criar um nome comercial para o produto.

Relação preço-qualidade: €9 euros (por 200 ml) não é caro.

Ano da produção: 201?
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €9 [200 ml]
Local de compra: Saudáveis e Companhia
Data de consumo: março 23
Produtor: AF Liquers / Joaquim Rodrigues
Localidade: Monção
Enólogo:
Acidez volátil (g/dm3):
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 18º
Método de vinificação: 
Aberto quanto tempo antes: na hora
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 5/6º (o produtor recomenda servir a 3/5º)
Acompanhou: doces
Pode acompanhar por exemplo:
(379)


sexta-feira, 17 de março de 2023

Quinta de Sant'Ana Forte do Picoto (2018): 6/10

Este alvarinho produzido em Mafra apresenta-se como vinho biológico (numa produção de apenas 1015 garrafas).

Talvez por ser biológico e já ter cinco anos não esteja na sua melhor forma.

Senti-o um pouco apagado, com boa acidez, é certo, mas com muita primazia da madeira.

Relação preço-qualidade: sei que são apenas 1050 garrafas, mas considero-o caro.

Ano da produção: 2018
Data de compra: setembro 2022
Preço de compra: €19,9
Local de compra: Granvine
Data de consumo: março 23
Produtor: Quinta de Sant'ana
Localidade: Mafra, VRLisboa
Enólogo: 
Acidez volátil (g/dm3): 
Açúcares residuais: 
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação: "Estagiou 10 meses em barris de carvalho francês usados."
Aberto quanto tempo antes: 45 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 14º
Acompanhou: pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(378)


terça-feira, 14 de março de 2023

QM Vindima Tardia Superior (2020): 8/10

Será provavelmente polémico, mas das muitas formas e feitios que se produz alvarinho aquela que casa melhor com as características da casta é a colheita/vindima tardia.

Infelizmente, por razões climatéricas, é (pelo menos nesta altura) impossível produzir todos os anos, pelo que estamos a falar de raridades e de produções muito escassas... [toda a gente se lembra o que choveu em novembro/dezembro do ano passado, dificilmente haverá colheitas tardias relativas a 2022...].

Porque não é fácil (e, provavelmente, recompensador, em termos financeiros), são raros os produtores que insistem. As Quintas de Melgaço distinguem-se por isso, apresentando agora nova colheita, relativa a 2020 (a primeira foi em 2014, seguiram-se 2016 e agora 2020). Foram pioneiros e persistem.

Um vinho excelente, penalizado pelo preço, que, compreensivelmente, tem em conta todas as condicionantes atrás expostas.

Ano da produção: 2020
Data de compra:
Preço de compra: bebido na Essência do Vinho 2023 (€49,9 PVP ]
Local de compra:
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Quintas de Melgaço
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Jorge Sousa Pinto
Acidez total: 7 g/l Ácido Tartárico 
Açúcares totais: 110 g/l 
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação: "A colheita destas preciosas uvas preservadas pelo frio é efectuada de forma manual, no início de Dezembro. Prensagem suave e decantação a frio de 12 a 36 horas a uma temperatura controlada entre 12ºC-16ºC. Fermentação até 15 dias com controlo de temperatura entre 16ºC - 18ºC. Estágio: Estágio em cubas de inox com temperatura controlada e removimento regular das borras durante 6 a 9 meses. Após a fermentação, parte do vinho estagia em barricas velhas de carvalho francês durante 6 a 9 meses."
Aberto quanto tempo antes: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(335)

QM Vindima Tardia Superior 2016

terça-feira, 7 de março de 2023

Soalheiro 2015 L1518: *

É fundamental começar por referir que este Soalheiro 2015 L1518 faz parte de um conjunto de quatro vinhos lançados no ano passado para assinalar os 40 anos da marca Soalheiro [são eles "o 2015 L15, um ano frio e o 2018 L18, um ano quente, e dois blends propostos por nós: 2015 L1518, composto essencialmente pela colheita de 2015 (fria), 15% da colheita de 2018 (quente) e um segredo de adega, e 2018 L1815, em percentagens inversas", de acordo com a informação da marca].

Ou seja, este vinho, ou qualquer um dos outros três, não está à venda indivualmente.

O conjunto tem um preço proibitivo e apenas agora tive oportunidade de provar um deles (e numa circunstância muito especial, na Essência do Vinho, sem tempo para poder compreender melhor o resultado final. Daí ter optado por não atribuir nota (*).

Gostaria de ter tido oportunidade de provar o 2015 e o 2018 individualmente.

Ano da produção: 2015
Data de compra:
Preço de compra: bebido na Essência do Vinho 2023 (PVP €50]
Local de compra:
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António L. Cerdeira
Acidez volátil (g/dm3): 0.46
Açúcares residuais: dry
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: 
Aberto quanto tempo antes: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo: 
(377)


segunda-feira, 6 de março de 2023

Deu la Deu Reserva (2017): 6/10

Há cinco meses bebi o 2020 e não só mantenho, agora, a mesma nota, como, em termos de características, não vejo grandes diferenças.

É normal, dirão alguns leitores, já que se trata do mesmo vinho.

Mas eu esperava que o 2017, como vários anos em garrafa, tivesse envelhecido, o que não aconteceu.

Ano da produção: 2017
Data de compra: ?
Preço de compra: ? [€14,99 pvp]
Local de compra: oferta particular dez 22
Data de consumo: março 23
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: Fernando Moura?
Acidez Total (g/dm3): 4,5º (2020)
Açúcar [redutor](g/dm3): menor 5 (2020)
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: lulas estufadas com arroz
Pode acompanhar por exemplo:
(38)

Deu la deu Reserva (2020)
Deu la deu Reserva (2017) [prova em 2020]
Deu la deu Reserva (2016)

quinta-feira, 2 de março de 2023

Patriam Nº1 (2022): 8/10

As Quintas de Melgaço inovaram com o lançamento, no ano passado, deste Patriam, que resulta de vinhos de quatro colheitas (2017, 18, 19 e 20), em quantidades aproximadas.

Ao bebê-lo fiquei com duas ideias: a de que, neste momento, é já um grande vinho, muito equilibrado e evoluído, seja na fruta, seja na forma como a madeira surge, seja na acidez, e que daqui a 10 anos estará muito melhor!

Relação preço-qualidade: se não estou enganado, trata-se de um dos três alvarinhos mais caros (juntamente com o Irequieto/Provam e Tempo/Anselmo Mendes). O produtor fez apenas 3276 garrafas (devidamente numeradas) e o preço reflete essa raridade (de quantidade e de vinificação). 

Ano da produção: 2022 [nota: o produtor não identifica qualquer ano como sendo o do lançamento, preferindo chamar-lhe nº1]
Data de compra: 
Preço de compra: bebido na Essência do Vinho 2023 (PVP €50]
Local de compra: 
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Quintas de Melgaço
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Jorge Sousa Pinto
Acidez Total: 6,75 g/l ácido Tartárico
Açúcares totais (g): 3 g/l |
Teor Alcoólico (%vol): 12,6º
Método de vinificação: "Prensagem suave de uva inteira e decantação de 12 a 36 horas a uma temperatura controlada entre 12ºC - 16ºC. Fermentação até 15 dias com controlo de temperatura entre 16ºC - 18ºC. Fermentação em barricas de 2º e 3º ano sobre borras totais."
Aberto quanto tempo antes: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo: é um vinho altamente gastronómico, incluindo carnes brancas
(376)


Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26 . 1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 1 0 milhões de quilos [10 mil tonela...

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