quinta-feira, 7 de julho de 2022

Rascunho Colheita Tardia (2015): uma prova muito especial

Quase 350 alvarinhos depois, o Rascunho Colheita Tardia (na sua versão doce) continua a ser o melhor que provei.

Trata-se de um vinho absolutamente singular (10 pontos em 10!) e pelos vistos irrepetível - não há outra edição igual, o que foi feito em 2017 é bastante diferente, como já se percebeu.

Foi com este ponto de partida que desafiamos Abel Codesso a explicar-nos o vinho, provando-o connosco na última Feira de Monção (o vinho está esgotado, levámos uma das últimas garrafas...).

Super-acessível, mestre Codesso contou finalmente a história deste Rascunho: no ano em questão não choveu (pelo menos) de agosto até novembro, razão pela qual as uvas puderam ficar realmente passas, mas sem apodrecerem (no sentido de cheirarem mal).
Com uma matéria prima desta qualidade, tratou-se de as levar para a adega e fazer o vinho que este grupo teve oportunidade de admirar, uns pela primeira vez, outros em repetição.
Curiosamente, no ano seguinte, a chuva de outubro precipitou a apanha das uvas e o resultado saiu igualmente fantástico mas bastante diferente. Curiosamente, Abel Codesso confessou ao grupo que prefere a edição seco/dry...
Um agradecimento especial do projeto Senhor Alvarinho a um dos mestres do alvarinho em Portugal: pela sua simpatia, disponibilidade e colaboração com a ideia.
Haveremos de fazer mais

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Anselmo Mendes by Alvim (2020): 7/10

Foi uma das novidades da última Feira do Alvarinho de Monção: Anselmo Mendes apresentou um novo vinho que fez em 'parceria' com Fernando Alvim - ele que também tem ligações familiares a Melgaço.

Como explicou o enólogo, é vinho de uma parcela da sua Quinta da Torre (Monção), com aproximações talvez mais ao Private 5 Barricas do que ao Expressões, e que tenta conjugar a personalidade dos dois 'criadores' - é possível??
Uma pequena produção (mil garrafas?), com madeira (9 meses em barricas usadas) e os tradicionais aromas florais e frutados da casta.
Um vinho bastante interessante, mas um pouco caro (€25 tanto quanto percebi).

Ano da produção: 2020
Data de compra:
Local de compra: Feira Alvarinho 22, Monção
Preço de compra: €25 (bebido no lançamento)
Data de consumo: julho 2022
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Quinta da Torre, Moreira, Monção
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º-13º
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo: 
(345)


segunda-feira, 27 de junho de 2022

Foral de Felgueiras (2019): 7/10

 Uma excelente surpresa, este Foral de Felgueiras, vinho que tem pvp de €5 euros.

A este preço e com esta qualidade, fora da subregião, confesso, que não encontrei muitos mais.

Um vinho que equilibra bem a fruta com a acidez, um alvarinho que parece e é alvarinho e que, insisto, a este preço, recomendo vivamente (nota: alguns acharão um pouco doce de mais)

Relação preço-qualidade: fantástico.

Ano da produção: 2019
Data de compra: outubro 21
Preço de compra: €6,73 (produtor recomenda pvp €5]
Local de compra: E.Leclerc 
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: "Engarrafado por ENG.n1639, Vizela; distribuído por David, Distribuição de Vinhos, Felgueiras"
Localidade: Vizela
Enólogo: Isidro Costa e Rita Costa
Álcool (vol.): 12,5º
Acidez total: 5,8 (g/dm3)
Açúcar Residual: 5,3 (g/gm3)
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12-13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou:arroz de marisco e bolo de chocolate (melhor com o arroz, embora seja um pouco 'doce' de mais para esta ligação)
Pode acompanhar por exemplo:
(344)


quinta-feira, 23 de junho de 2022

Quinta da Pedra (2017): 7/10

Bebi há quatro meses o Quinta Da Pedra 2016 e na altura não fiquei grande fã.

Achei-o pouco intenso e profundo, como que a dizer que não envelheceu como esperava.

Já este 2017 revelou-se bastante melhor. Aroma bem frutado, acidez muito bem integrada.

Relação preço-qualidade: é o principal senão, cerca de €30 parece-me 'pesado'.

Ano da produção: 2017
Data de compra: 
Preço de compra: [pode custar mais de 30 euros!)
Local de compra: bebido em casa de amigos
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: Ideal Drinks [o 2017 ainda não consta do site]
Localidade: Quinta da Pedra, Monção
Enólogo: Carlos Lucas?
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11-13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: naco do lombo grelhado na brasa (e ligou muito bem!)
Pode acompanhar por exemplo:
(325)

Quinta da Pedra 2016



segunda-feira, 20 de junho de 2022

Rascunho Colheita Tardia Dry Edition (2017): 9/10

Evoco aqui o Colheita Tardia da Quinta de Santigo, que mereceu a única nota 10 deste projeto.

Agora pude provar uma espécie de 'irmão mais novo', mas que se distingue por uma característica única: tem um perfil 'salino', o que é um 'choque' para quem está à espera de um vinho de vindima tardia. Trata-se de um vinho seco (menos de 3g/l açúcar residual), com fermentação natural e envelhecido durante 4 anos em adega. Na garrafa pode ler-se que é um vinho de uvas sobreamadurecidas,

O produtor diz que 2017 foi "um ano seco e quente" que criou "as condições ideais para esta experiência de desidratação da uva, concentrando os seus sabores, aromas e teor alcoólico."

Excelente!

A casta está lá em pleno e é uma experiência única provar um vinho de perfil salino muito bem casado com a acidez final. 

O final, então, é brutal e prolonga-se.

Relação preço-qualidade: vale muito os €20!



Ano da produção: 2017 [6ª edição?]
Data de compra: maio 22
Preço de compra: €20 no produtor [não encontrei à venda online]
Local de compra: no produtor
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta de Santiago [não consta do site]
Localidade: Cortes, Mazedo, Monção
Enólogo: Abel Codesso?
Álcool (vol.): 17º
Acidez total: ?
Açúcar Residual: menos de 3g/l 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 15º-16º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: cheesecake e diversos queijos, de pasta mole ou curados
Pode acompanhar por exemplo: (melhor com o cheesecake)
(343)



segunda-feira, 13 de junho de 2022

Foral de Monção Reserva (2020): 7/10

Pelos vistos passaram quatro anos desde que bebi o Foral de Monção Reserva pela última vez.

Obviamente não perdeu as características que fazem dele um vinho a ter em conta em certos contextos: um vinho frutado, tropical, leve, alegre (a distintiva garrafa azul é disso um sinal), mais para acompanhar 'entradas' do que pratos muito confecionados.

No caso, acompanhou umas gambas cozidas e soube magnificamente.

Ano da produção: 2020
Data de compra:junho 22
Preço de compra: €25 (três garrafas)
Local de compra: no posto de venda da nacional 101
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta das Pereirinhas
Localidade: Troviscoso, Monção
Enólogo: João Pereira
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 3
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: entre 12 e 15º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: gambas e depois caldeirada de peixes
Pode acompanhar por exemplo:
(93)

Foral de Monção Reserva 2016 

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Vinha do Chapim (2020): 7/10

 A Quinta de Santiago lançou nos últimos tempos dois vinhos de parcela ou vinhedo único. O mais divulgado é este Vinha do Chapim, mas também provámos o Vinha do Pardal... que se revelou fenomenal.

Este é um vinho mais discreto.

Tem tudo o que deve ter um bom alvarinho (na fruta, noutros aromas), mas a intensidade é média e talvez por isso deixe a acidez revelar-se um pouco mais.

Relação preço-qualidade: um pouco caro (sobretudo se comparado com o irmão).

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €19,15
Local de compra: Garagewines, Matosinhos
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta de Santiago [não consta do site]
Localidade: Cortes, Mazedo, Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: codornizes estufadas com arroz e legumes
Pode acompanhar por exemplo:
(342)



segunda-feira, 6 de junho de 2022

Encostas do Mouro Premium (2020): 6/10

 [de regresso após uma ausência motivada por problema de saúde, nomeadamente perda de paladar covidiano...]

Este Encostas do Mouro é uma estreia.

Os produtores começaram com duas referências e calhou provar este Premium primeiro.

Tratando-se de um vinho da subregião, com pouca adega, em estilo clássico, cumpre na fruta, mas pareceu-me com um pouco de acidez a mais.

Relação preço-qualidade: preço aceitável, abaixo dos vizinhos mais diretos e consagrados (Soalheiro ou Regueiro)

Ano da produção: 2020
Data de compra: maio 2022
Preço de compra: €7 no produtor (€8,90 online)
Local de compra: feira do alvarinho de Melgaço 2022
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: Encostas do Mouro
Localidade: Podame, Monção
Enólogo: José Vilarinho
Acidez total: 7g /DM3
Açúcar Residual: < 1,5g/dm3
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: risotto de gambas
Pode acompanhar por exemplo:
(341)


quinta-feira, 19 de maio de 2022

Regueiro Maturado (2019): 8/10

A Quinta do Regueiro vem-se afirmando como uma das mais importantes casas de alvarinho da subregião e este novo Maturado limitase a confirmá-lo.

Impressiona a maneira como o estágio prolongado em madeira (18 meses, com batonage) não ofusca a fruta, bem madura. A madeira da barrica também lá está, mas em boa harmonia.

O aroma, de base tropical, é sinal da complexidade atingida por este vinho. 

O melhor de tudo: o final, com uma acidez que parece crocante e deixa a salivar por mais.

(a nota só não é mais elevada porque, tenho a certeza, este mesmo vinho, daqui a 3 ou 4 anos está ainda melhor e nessa altura não terei dúvidas em atribuir um 9!)

Relação preço-qualidade: o preço faz sentido.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €20 no produtor; €23 pvp recomendado
Local de compra: no produtor
Data de consumo: maio 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Paulo Rodrigues /Jorge Sousa Pinto?
Acidez total: 7g /DM3
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: arroz de gambas
Pode acompanhar por exemplo:
(340)


quinta-feira, 12 de maio de 2022

Herdade das Servas (2016): 8/10

Sim, leu bem, 2016!

Um alvarinho que envelheceu notavelmente, cheio de sabores secundários e frutas muito maduras, sem recurso a madeira (apenas fermentação em inox e depois sobre borras).

Mas devo dizer que, tendo sido bebido em dois momentos, com 24 horas de intervalo, o segundo (também com mais dois graus de temperatura) foi muito melhor.

No primeiro estava um pouco fechado e menos 'explosivo'.

A cor parecia conhaque!

Relação preço-qualidade: €6? Extraordinário!

Ano da produção: 2016
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €6 referência online €14,85]
Local de compra: Caves Cruzeiro Real, Santa Maria da Feira
Data de consumo: maio 2022
Produtor e Engarrafador: Herdade das Servas
Localidade: Estremoz
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º [segundo a 14º]
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: bacalhau com todos
Pode acompanhar por exemplo:
(339)


sábado, 7 de maio de 2022

Terras de Conclave (2015): 6/10

Andamos todos a descobrir os méritos no envelhecimento do alvarinho, mas ainda não passou  tempo suficiente para ter mais certezas - por exemplo, quantos anos pode continuar a envelhecer até deixar de ficar bom?

Por outro lado, parece óbvio que um vinho não fica melhor apenas por envelhecer na garrafa, tem de ter qualidades intrínsecas que o suportem.

Foi com admiração que encontrei na última Feira do Alvarinho, em Melgaço, os produtores do Terras de Conclave a venderem 2015, 2016 e 2017.

Comprei o 2015 e estava naturalmente curioso.

Mas não confirmou. Acho até que perdeu qualidade / intensidade / força (comparando com o 2016, que bebi em 2018).

Relação preço-qualidade: €10 euros para um vinho de 2015 é barato, mas...

Ano da produção: 2015
Data de compra: abril 2022
Local de compra: Feira Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €10
Data de consumo: maio 22
Produtor: Terras de Conclave
Localidade: Barbeita, Monção
Enólogo?
Acidez: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: polvo no forno
(95)

Terras de Conclave 2016


quinta-feira, 5 de maio de 2022

Quinta São Gião Colheita Selecionada (2019): 6/10

Antes de mais: esta Quinta São Gião foi fundada pelo Comendador Joaquim Almeida Freitas, que chegou a ser (co-?)proprietário do restaurante São Gião em Moreira de Cónegos, mesmo ao lado do Estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas.

A Quinta mantém-se na família e é de lá que vem este alvarinho interessante. Tem um aroma muito floral, um perfil entre o cítrico e o mineral, mas pouco completo na boca (extingue-se rapidamente).

Relação preço-qualidade: dois euros mais caros dos que os melhores clássicos da subregião.

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €11
Local de compra: garrafeira Tua Vinharia, Póvoa de Varzim
Data de consumo: maio 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta São Gião
Localidade: Moreira de Cónegos, Guimarães
Enólogo: Fernando Moura e Pedro Campos
Acidez total:
Açúcar Residual: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: filetes de pargo com arroz de açafrão
Pode acompanhar por exemplo: 
(338)





domingo, 1 de maio de 2022

Encosta dos Sobrais Espumante Bruto (2019): 8/10

A este preço, e com estas características, este é provavelmente o melhor espumante de alvarinho em Portugal.

Há uma harmonização, que diria imbatível, entre os aromas e sabores essenciais da casta, bem presentes, a bolha (elegante) e o final, que tem a acidez bem controlada.

(curiosamente, o produtor ainda não lançou o 2017, que está guardado mais mais tarde. Esperemos que não demasiado)

Ano da produção: 2019
Data de compra: março 22
Local de compra: no produtor
Preço de compra: €7,5
Data de consumo: abril 22
Produtor: Bento José de Abreu
Localidade: Remoães, Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez: n.d.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: vários mariscos cozidos
Pode acompanhar:
(119)

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Quinta de Setas Ruínas (2020): 8/10

Da 'nova' Quinta de Setas já conheciamos um vinho, mas o melhor estava para vir.

Este Ruínas é um vinho excelente, complexo, pleno de sabores secundários, trazidos sobretudo pelos 6 meses de barrica, como a baunilha e caramelo, traços de aniz e amêndoa amarga. Tudo isto sem perder o sentido floral e o aroma tão característico da casta. O final é prolongado, como se impõe.

Este Ruínas 2020 é o primeiro que o produtor lança no mercado, mas fica a vontade de conhecer mais.

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2020
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: oferta do produtor [pvp recomendado €18]
Local de compra:
Data de consumo: abril 2022
Produtor e Engarrafador: Ângelo Gomes Fernandes
Localidade: Ceivães, Monção
Enólogo: Élio Barreiros
Acidez total: 6.9 g/(ácido tartárico)/dm3
Açúcar Residual: Açucares Totais: < 1.5 g/dm3
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão no forno com legumes
Pode acompanhar por exemplo: queijo da ilha; 
(337)


domingo, 24 de abril de 2022

Alvaianas (2021): 7/10

Mantém as qualidades e características evidenciadas anteriormente.

Não estamos perante um vinho de fruta vibrante, embora os cítricos apareçam.

Final muito bom, num vinho bebido muito jovem.

Ano da produção: 2021
Data de compra:
Preço de compra: €11 no Restaurante Cantinho do Adro, Melgaço [€9 online]
Local de compra: 
Data de consumo: abril21
Produtor: Quinta das Alvaianas
Localidade: Melgaço
Enólogo:
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8-9º?
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: bacalhau à cantinho (frito)
Pode acompanhar por exemplo: 
(31)

Alvaianas 2018

Alvaianas 2016

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Regueiro Primitivo (2020): 8/10

A parte pior deste projeto é quando se encontram alvarinhos 'não-bons' [na comunicação de vinhos sabe-se que não há vinhos maus...]: não só ter de os beber como ter depois de escrever sobre eles.

A parte boa é quando podemos beber (muito) bons e ou mesmo vinhos excelentes.

É o caso deste Regueiro Primitivo, que nos enche as medidas.

Alvarinho puro, mas ao mesmo tempo sofisticado. Com a certeza de que, daqui a quatro ou cinco anos, este "de vinhas muito velhas" estará ainda melhor. Fui impaciente...

Relação preço-qualidade: excelente! (e ainda se encontra mais barato, online]

Ano da produção: 2020
Data de compra: março 22
Preço de compra: €15,99
Local de compra: Auchan, Maia
Data de consumo: abril 2022
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: 7g/DM3
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11-13º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: Robalo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(85)

Regueiro Primitivo 2015

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Dom Salvador Espumante Bruto (2019): 4/10

Sendo um produtor de Melgaço, espanta porque é que este espumante não se apresenta como sendo de "Monção e Melgaço", mas antes como "espumante de qualidade de vinho verde", enquadrado no "Regional Minho" - qual a necessidade? Mais espanta que em lado nenhum, na garrafa [acho que procurei em todo o lado...], se apresente como um espumante de alvarinho - e só a informação do site fez com que a dúvida ficasse esclarecida. Há ainda uma terceira nota, igualmente negativa, que registo: sobre o produtor, apenas se diz "preparado por Eng. nº 5368". Sinceramente, não percebo - o que signfica "preparado"? Produzido? Engarrafado? Estas dúvidas também influenciaram, negativamente, a nota atribuída.

Mas não só: falta alvarinho neste vinho. Mais na boca do que no nariz. Há um lado floral no primeiro contacto, mas apaga-se muito rapidamente na boca, ficando quase só a acidez. A bolha é de intensidade média.

2019 foi a primeira edição deste espumante; acredito que o produtor poderá melhorar e tentar corrigir alguns dos erros aqui apontados; acredito que será uma forma de valorizar a sua marca, respeitando os clientes.

Relação preço-qualidade: os €10,39 no Solar do Alvarinho são mais acessíveis do que os €14,95 que encontrei online, claramente exagerados.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €10,35 
Local de compra: Solar do Alvarinho
Data de consumo: abril 2022
Produtor: Dom Salvador
Localidade: Peso, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(336)


segunda-feira, 11 de abril de 2022

QM Vindima Tardia Superior (2016): 8/10

O primeiro impacto é visual: impressiona como é uma casta branca fica da cor de uma colheita de vinho do Porto (não é alourado, como habitualmente, mais mais avermelhado).

O aroma comprova o que diz o rótulo: alvarinho, com traços a casca de laranja caramelizada e rebuçado de mel.

Depois, na boca, a confirmação de tudo o que se disse e esperava.

Apenas lhe falta (por falta de mais acidez? de mais álcool [12%]) um final mais prolongado. No final há uma prevalência do fungo “botrytis” (que todos conhecemos das uvas passas comidas ainda em cacho).

Relação preço-qualidade: os €32,65 que paguei são aceitáveis, mas os €43 da Garrefeira Nacional, por exemplo, não.

[de qualquer forma, é impossível não fazer a comparação com o melhor alvarinho que bebi até hoje, que também é um colheita tardia, quer em termos de preço quer de prova em boca]

Ano da produção: 2016
Data de compra: abril 21
Preço de compra: €32,65 [37,5cl]
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: abril 2022
Produtor: Quintas de Melgaço
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Élio Barreiros?
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 14º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: pudim e queijo da serra [melhor com o queijo]
Pode acompanhar por exemplo:
(335)



quinta-feira, 7 de abril de 2022

Valados de Melgaço 5º Aniversário Grande Reserva (2016): 8/10

Para assinalar o 5º aniversário da Valados de Melgaço, Artur Meleiro 'perdeu a cabeça' e fez um vinho que uma empresa com cinco anos (em princípio) não faria: um grande reserva com estágio em cubas de inox (com “bâtonnage”) durante 46 meses, a que acresce mais meio ano na garrafa em garrafa.

Mas ainda bem que o fez.

Este Valados de Melgaço 5º aniversário Grande Reserva é um vinho excelente, que conjuga muito bem as notas de fruta (sobretudo cítricas) com uma acidez insinuante e um final que se prolonga com grande prazer.

Tendo sido provado sem comida, na Essência do Vinho, fiquei com a ideia de que ainda pode proporcionar melhores sensações, se bem acompanhado (um peixe no forno? marisco grelhado? um polvo à lagareiro?)

[porque a feira abrira entretanto, o vinho foi provado primeiro a 15º de temperatura e não me pareceu 'em forma'; voltei 30 minutos depois e, já a 12º, revelou-se muito diferente]

Relação qualidade-preço: caro, mas aceitável, para um vinho que (quem consegue esperar tanto tempo'?...) daqui a cinco anos ainda estará melhor!

Ano da produção: 2016
Data de compra:
Preço de compra: pvp de €39,90 
Local de compra: provado na Essência do Vinho 2022
Data de consumo: abril 2022
Produtor e Engarrafador: Valados de Melgaço
Localidade: Peso, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: 7,1º (g/l)
Açúcar Residual (g/l): menos do que 1,5 gramas
Quantidade de garrafas consumidas: 
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 15º 
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo: ver texto acima
(334)




quarta-feira, 6 de abril de 2022

João Portugal Ramos Espumante Grande Reserva (2014): 7/10 [Atualizado a 18/7/24]

É o terceiro espumante Grande Reserva que provo e continuo fã.

Um grande vinho, sem dúvida, que parece ter um pouco mais de madeira do que aquela que efetivamente tem (apenas 5% do lote fermentou em barricas de carvalho francês de 3 e 4 anos onde permaneceu sobre as borras durante 8 meses, segundo produtor).

Uma acidez crocante e uma bolha muito agradável fazem desta novidade uma experiência (apenas 600 garrafas) a repetir.

Relação preço-qualidade: mesmo com (pelo menos) 72 meses de estágio sobre borras, parece-me que cerca de €40, como é indicado pelo produtor, é um pouco caro para espumante (será preconceito?) e, na avaliação que faço, faz perder um ponto na nota atribuída.

Ano da produção: 2014
Data de compra: 
Preço de compra: pvp de €39,90 [ainda não encontrei online]
Local de compra: provado na Essência do Vinho 2022
Data de consumo: abril 2022
Produtor e Engarrafador: João Portugal Ramos
Localidade: 'DOC Monção e Melgaço'
Enólogo: 
Acidez total: 7,6º
Açúcar Residual (g/l): menos do que 4 gramas
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: ?º [produtor aconselha entre 6-8ºC mas estava a mais, penso]
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo: bom para qualquer momento
(333)

Atualizado a 18/7/24: custa agora €24 no Continente!



Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26 . 1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 1 0 milhões de quilos [10 mil tonela...

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