domingo, 18 de junho de 2023

Encosta da Capela Mexe Comigo Pet Nat Espumante Bruto (2022): 7/10

 A casa Encosta da Capela lançou recentemente aquele que é, para mim, o segundo pét nat de alvarinho.

E diga-se, desde já, que é bastante diferente do primeiro provado.

Começa com a curiosidade de ser um vinho que não mostra o nome da casta no rótulo ou contrarrótulo e é mais turvo - tão turvo que o produtor optou por o registar como IVV e não como subregião Monção e Melgaço (vinho verde).

Trata-se de um vinho leve, muito agradável, com aroma interessante e final ainda melhor.

Não é um vinho muito gastronómico, mas preenche muito bem uma tarde numa esplanada ou como entretém para para o jantar.

O terceiro copo, a 12º de temperatura, soube melhor do que o primeiro, a 8 ou 9º.

Relação qualidade preço: boa.



Ano da produção: 2019 (segundo a data que estava na cápsula) 2022, explicou o produtor
Data de compra: maio 2023
Preço de compra: €12
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço
Data de consumo: junho 23
Produtor: Encosta da Capela
Localidade: S. Paio, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm3): 6,2º
Açúcar residual: - 0,6 g/l
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação: "As uvas da casta Alvarinho são colhidas manualmente. Na adega, são desengaçadas e prensadas inteiras. Após a clarificação do mosto, ocorre a fermentação em cubas de inox com controlo de temperatura. No fim da fermentação alcoólica, o vinho é engarrafado, de modo a fermentar os restantes açúcares na garrafa, e libertando o gás característico de um vinho espumante. Neste vinho, as leveduras responsáveis pelo processo fermentativo mantêm-se em garrafa, porque não é realizado o dégorgement. Assim, o vinho obtido, diferencia-se dos restantes espumantes, dado que o gás resultou dos açúcares naturais presentes na primeira fermentação" (segundo o produtor)
Aberto quanto tempo antes: 10 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 7/8º
Acompanhou: arroz de marisco e queijo da serra
Pode acompanhar por exemplo:
(390)


terça-feira, 13 de junho de 2023

Canhotos Sublime Espumante Bruto Natural (2020): 7/10

A Casa de Canhotos lançou este segundo espumante, do qual se desconhece qualquer informação, além de que é bruto e natural (ou seja, menos de 3 gramas de açúcar por litro).

Trata-se de um vinho muito saboroso, com uma bolha um pouco forte (demais) e um final muito presente.

Relação preço-qualidade: esta garrafa foi comprada na Feira do Alvarinho de Melgaço e custou €15. Bom. Na Garrefeira Nacional custa €29,9??? É francamente exagerado.

Ano da produção: 2020
Data de compra: maio 2023
Preço de compra: €15
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço 
Data de consumo: junho 23
Produtor: Casa de Canhotos
Localidade: Penso, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm3):
Açucares: 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação:
Aberto quanto tempo antes: 10 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: bochechas de porco estufadas
Pode acompanhar por exemplo:
(389)




sábado, 10 de junho de 2023

A dificuldade do Soalheiro em subir o preço um euro

Soalheiro (a que agora chamam 'clássico', o que se compreende, face à multiplicidade de vinhos deste mesmo produtor) é certamente uma das marcas de alvarinho mais vendidas - vejo muitas vezes as pratleiras de supermercado sem stock.

O comprador habituou-se a encontrar um vinho de grande qualidade a um preço incrível (menos de €10 em supermercado).

Tão incrível que o produtor tem tentado, pelo menos no último ano, subir o preço. Mas sem sucesso.

Como é que percebi isso?

Na comunicação da marca, começaram a aparecer preços de venda ao público recomendados superiores a €10. Mas nos supermercados continua a €9,90, por exemplo.

 Agora vi, na última comunicação que recebi, um pvp recomendado de €11,5.

Será desta?
Vou ficar atento.
Que o vinho vale mais de €10 não tenho dúvidas, mas parece que está refém do seu próprio sucesso e da relação que criou com o seu público.

PS - Se o Soalheiro subir um euro e meio, como reagirá a concorrência mais direta (Regueiro Reserva, Contacto, etc)? Subirá também ou manter-se-á abaixo [da barreira psicológica?] dos €10?
(Fugas, 10/6/23)




quarta-feira, 7 de junho de 2023

Alvarinho a €275 euros????

Leio e não posso deixar de ficar (no mínimo) surpreendido: vão ser postos à venda dois alvarinhos que custam mais de €200 euros: Reserva Gran Vicious 2021 e Vicious 2021, com preços de 275€ e 215€, respetivamente [vinhos que que não bebi, obviamente*].

Apesar de me parecer muito difícil que um alvarinho possa custar mais de €200 euros (ou mesmo €100...), não é o preço que me deixa embasbacado mas a razão como se terá chegado a ele.

Imagine-se que era um vinho com 10 ou mais anos de envelhecimento, com vários lotes, mais madeira, mais inox e ainda mais qualquer coisa, em edições muito reduzidas...

Mas não. Tanto quanto se percebe é um vinho 'do ano' e um reserva, sem nada de especial.

Mais: tanto quanto se percebe, as uvas vêm do produtor Carlos Codesso (Dona Paterna), que - imagino - nos anos anteriores usava essas uvas para fazer o seu próprio vinho.

Em suma, não percebo como se chega a este valor e deduzo que, no fundo, é só marketing.

Em Portugal os alvarinhos mais caros custam à volta de €50 euros (e alguns não o justificam). Com este lançamento demos um salto quântico, mas sem paraquedas...

PS - O homem por trás da ideia, Cláudio Martins, da Martins Wine Advisor, é o responsável pelo lançamento dos vinhos Júpiter (2021) e Uranus (2022), a mais de 1000€ a garrafa.

* mas se algum dia os provar e me arrepender de ter escrito este texto cá estarei para o reconhecer

terça-feira, 6 de junho de 2023

Camaleão (2021): 7/10

Observação de princípio: este vinho a 7 euros é uma boa compra. A nota atribuída tem isso em conta, uma vez que habitualmente é vendido a mais dois euros.

Trata-se de um vinho com um perfil cítrico, destacando-se uma acidez final muito agradável.

PS - o produtor continua a dizer que a temperatura certa para beber este vinho é definida pela cor do camaleão no rótulo e que, em função da temperatura exterior, a cor do camaleão vai-se alterando. Não há forma de conseguir perceber essas mudanças, mas já agora como é que eu sei qual é a cor certa?

Ano da produção: 2021
Data de compra: abril 2023
Preço de compra: €7
Local de compra: com a Revista de Vinhos
Data de consumo: junho 2023
Produtor: João Cabral de Almeida
Localidade: ? (engarrafado em Viseu; Vinho Regional Minho)
Enólogo: João Cabral de Almeida
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º 
Acompanhou: pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(186)

 Camaleão 2017

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Pluma (2021): 6/10

Estamos perante um vinho de €5,99 e, como é sabido, o preço é um critério importante nesta página.

Assim sendo, a questão é: o vinho vale €5,99? Sim!

Não é um vinho com grandes pretensões, mas é agradável, um vinho 'jovem', provavelmente para acompanhar entradas ou petiscos.

O seu ponto forte é o final, com uma acidez muito interessante; 

(Pluma é um vinho produzido pela Casa de Vila Verde que produz pelo menos mais dois alvarinhos, um deles já aqui provado, com o nome da casa).

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2021
Data de compra: maio 2023
Preço de compra: €5,99
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: maio 23
Produtor: Casa de Vila Verde /Casa Santos Lima
Localidade: Lousada, Vinho Regional Minho
Enólogo: 
Acidez Total (g/dm3): 
Açucares: seco
Teor Alcoólico (%vol): 
Método de vinificação: 
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: filetes de pescada
Pode acompanhar por exemplo:
(388)




quarta-feira, 31 de maio de 2023

Adega de Monção (2016): 6/10

Vamos ser claros: este vinho não foi feito para ser guardado seis ou sete anos (estamos a falar de um vinho de 4 euros, dos mais baratos do mercado).
E contudo foi o que fiz, sabendo do 'risco' que estava a correr.
O resultado final confirma por um lado quer foi tempo demais (houve alguma perda pela rolha) mas por outro que a casta aguenta 'tudo e todos'. O perfume estava lá, a cor impressionava, o aroma pouco ou nada perdeu.
Em resumo: até um vinho de 4 euros se pode guardar, embora não seja a decisão mais inteligente, no sentido em que há outros, um pouco mais caros, que se mostrarão mais resistentes e recompensadores.
Ano da produção: 2016
Data de compra: julho 2020
Local de compra: Intermarché 
Preço de compra: €3,99
Data de consumo: maio 2023
Produtor: Adega Cooperativa de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: Fernando Moura
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: arroz de pato
(44)

Sobre os concursos (2)

 "O sommelier organizou uma degustação para encontrar o pior vinho que pudesse encontrar e designou como vencedor uma mistura de diferentes vinhos europeus vendidos por 2,50€, num supermercado local.

Os rótulos foram posteriormente substituídos por um mais bonito e o vinho passou a chamar-se “Le Château Colombier”, com um desenho de uma pomba no logótipo. A equipa do programa de televisão escolheu a competição internacional Gilbert et Gaillard. Para se inscrever, bastava pagar cerca de 50€ e apresentar os resultados de uma análise laboratorial do vinho para que fosse possível conhecer o seu teor alcoólico e de açúcar. Em alguns concursos, todos podem inscrever-se para serem jurados, mesmo que não percebam nada sobre vinhos. E foi assim que Samy Hosni, jornalista do programa, tornou-se provador de uma competição internacional na cidade francesa de Macon e na sua mesa não havia um único profissional.

O problema é que as medalhas muitas vezes influenciam o futuro comercial de um vinho: graças a um prémio, as vendas aumentam em até 15%."
https://sicnoticias.pt/mundo/2023-05-29-Pior-vinho-do-supermercado-ganha-medalha-de-ouro-em-concurso-internacional-0308db91 + https://www.rtbf.be/article/medaille-dor-pour-une-piquette-a-250-euros-ca-fait-le-buzz-11193070

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Soalheiro Revirado (2020): 8/10

A primeira coisa a dizer é que não há outro vinho com o sabor deste Revirado.
Provavelmente isso é resultado da insólita vinificação, que passa por estágio em barricas (de madeira) que reviram o vinho (spin).
A madeira está lá, mas discretamente, muito bem integrada.
Há uma evidente mineralidade, mas suave, resultante, diz o produtor, do terroir (altitude) e, por isso, numa análise geral, podemos falar de um perfil salino, que (pelo que vou podendo apreciar) casa muito bem com o alvarinho.
Os sabores secundários revelam frutos secos (avelã, amêndoa) e algum caramelo.
Só a acidez final é curta, o que vai destoar um pouco do conjunto geral.
Um vinho muito bom, quase excelente, que (paara quem puder...) vai estar ainda melhor daqui a dois ou três anos.

Nota final sobre o preço: dos vários (novos) vinhos que a Quinta do Soalheiro lançou nos últimos meses, pelo menos 3 são vendidos a cerca de 45 euros. Não é certamente coincidência e representa uma tentativa de valorização da casta. Mas o salto não é quântico, face, por exemplo, ao notável Reserva, que na última Feira de Melgaço estava a ser vendido a 17 euros. O crescimento não deveria ser mais 'orgânico' e racional?

Ano da produção: 2020
Data de compra: abril 2023
Preço de compra: oferta do produtor (pvp: cerca de €45)
Local de compra: 
Data de consumo: maio 23
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António L. Cerdeira
Acidez Total (g/dm3): 5,2
Açucares: seco
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação: "As borras finas de decantação de Alvarinho de altitude são selecionadas e colocadas numa barrica spin onde fermentam. A turbidez acentuada do mosto origina a fermentação de aromas mais fechados, por isso temos de revirar as borras com muita frequência, daí o nome “Revirado”. A barrica spin permite efetuar uma batônnage total, conseguindo misturar-se por completo as borras e mantê-las em constante contacto com o vinho, para que a redução das borras finas durante a fermentação seja atenuada e nasça um vinho bastante delicado e mineral".
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11-12º
Acompanhou: arroz de peixe galo com ovas
Pode acompanhar por exemplo:
(387)

domingo, 21 de maio de 2023

Quinta do Mascanho Espumante Reserva Bruto (2019). 7/10

Muito melhor apreciado este 2019 do que o 2016, bebido há quatro anos.

Envelheceu bem e está com ótimo sabor.

A bolha ainda é um pouco 'áspera', mas não duvido de que há quem prefira.

Excelente acidez final, bem vincada.

Ano da produção: 2019
Data de compra: jan 2023
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra: 
Data de consumo: maio 23
Produtor: Quinta do Mascanho
Localidade: Monção
Enólogo: José  António Lourenço
Acidez Total: 9.7
Açucares residuais: 2.3
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Aberto quanto tempo antes: 20 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: ovas de cavala
Pode acompanhar por exemplo:
(219)

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Encostas do Mouro Grande Escolha Maria de Fátima (2022): 3/10

Não vou escrever que este é o pior alvarinho que alguma vez bebi, produzido na subregião, mas é certamente o pior dos últimos anos.

Explicação: trata-se de um vinho excessivamente doce (na minha opinião, claro), quase enjoativo.

Imagino que os produtores pensem no estereótipo do gosto feminino e não sou eu que vou contrariar isso, desejando até que tenham muito sucesso, como desejo a todos, mas algo está a mais (ou a menos...).

Relação preço-qualidade: irrelevante neste contexto.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 2023
Preço de compra: €7
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço
Data de consumo: maio 23
Produtor: Encostas do Mouro
Localidade: Podame, Monção
Enólogo: José Vilarinho
Acidez Total: ?
Açucares: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 3/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: lulas estufadas
Pode acompanhar por exemplo:
(386)


terça-feira, 16 de maio de 2023

Jurássico II: 9/10

Não há qualquer dúvida de que se trata de um vinho extraordinário, muito gastronómico e com capacidade de envelhecimento.

A fórmula encontrada por Paulo Rodrigues (neste caso, são lotes de vinhos das colheitas de 2007, 2008, 2009 e 2010, conservados em inox) resulta em cheio.

A minha única dúvida é o preço: valerá €45 euros (em garrafeira) ou cerca de €70 em restaurante, mesmo tratando-se de uma produção inferior a 2000 garrafas, numeradas? Optei por manter a nota que atribuo pela qualidade do vinho, sem desconto (de 1 ponto) pelo preço.

Ano da produção: 2020?
Data de compra: maio 2023
Preço de compra: €?
Local de compra: Restaurante Grade, Leça da Palmeira
Data de consumo: maio 23
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total: (g/dm3) 8º
Açucares residual: seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: " lotes de vinhos das colheitas de 2007, 2008, 2009 e 2010, conservados em inox, e separados por anos"
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º?
Acompanhou: atum braseado
Pode acompanhar por exemplo: tirando cozido á portuguesa, pode acompanhar tudo, até tripas à moda do Porto!
(172)

Jurássico I


quarta-feira, 10 de maio de 2023

Adega de Ponte da Barca Reserva dos Sócios Casco de Castanho (2019): 7/10

Várias coisas a dizer sobre este vinho:

A primeira, a menos importante, é o nome: Adega de Ponte da Barca Reserva dos Sócios Casco de Castanho não é muito fácil de fixar e trata-se de uma versão reduzida de Adega Cooperativa de Ponte da Barca Edição Comemorativa dos 50 Anos, Reserva dos Sócios Casco de Castanho!

A segunda: inexplicavelmente, os alvarinhos em madeira estão a perder fulgor e a Adega de Ponte da Barca tem duas variedades, estágio em madeira de castanho e em madeira de carvalho. Se esta última opção é a mais comum, a primeira é diferente do que existe e, por isso, inovadora - o que, neste espaço, sempre se saúda.

Agora o vinho: as duas marcas distintivas são a madeira, bem percetível, e a acidez, o que é ótimo. No nariz tem personalidade. Senti falta de sabores secundários resultantes do estágio em madeira, sobretudo notas mais tropicais.

Relação preço-qualidade: desconhece-se o tempo de estágio. Compara com aquele que é a referência neste capítulo, o Soalheiro Reserva, e não fica a ganhar. Mas é mais barato.

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €18,65
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: maio 23
Produtor: Adega de Ponte da Barca
Localidade: Ponte da Barca
Enólogo: ?
Acidez Total: (g/dm3) ?º
Açucares residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: "?
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(385)



segunda-feira, 8 de maio de 2023

Sobre os concursos (1)

Falar dos concursos de vinhos é falar de um assunto sensível e que gera sempre discórdia.

É que os concursos estão limitados aos vinhos que os produtores enviam para serem avaliados - se a amostra é pequena a vitória tem um significado, se é grande, outra.

A Comissão dos Vinhos Verdes organiza anualmente o seu concurso (em prova cega, como se impõe), cujos últimos resultados foram conhecidos nos último dias. E ganhou um vinho absolutamente inesperado, digo eu.

O meu ponto é o seguinte: ao contrário do que aconteceu em 2022, o vinho que ganhou é um alvarinho fora da subregião e entre os quatro alvarinhos premiados na categoria mais importante, a 'ouro',  há apenas dois da subregião (Deu la Deu Reserva e o espumante Canhotos Sublime Bruto). A situação não se altera se tomarmos em conta a lista 'prata', mais alargada.

O que é que isto significa? Que a generalidede dos produdores da subregião não concorreu, o que não valoriza o concurso: entre todos os premiados só encontramos três produtores da subregião: Encostas de Melgaço (vencedor no ano passado, agora remetido à segunda lista), Adega de Monção (o referido Deu la Deu e uma aguardente vínica) e Casa de Canhotos.

Consulte os premiados AQUI

Há alvarinhos fora da subregião tão bons como muitos de Monção e Melgaço. Mas são uma minoria. Nesse sentido, este concurso passa (involuntariamente*) uma imagem errada. É um dos problemas dos concursos (nota: 300 amostras este ano, contra 200 no ano anterior, segundo a organização). Culpa apenas dos produtores ou algo precisa de ser repensado no concurso?

* Por falar em imagem errada: no ano passado uma das distinções foi para um vinho, produzido pela Adega de Monção, que não se vende em Portugal. Que sentido faz?


quinta-feira, 4 de maio de 2023

Hidromel de alvarinho

Outra das novidades da Feira de Melgaço deste ano foi um hidromel.

Segundo os responsáveis ("Produtos Inovadores"), é feito com espumante de alvarinho Cortinha Velha e tem 11 graus de álcool.

Provei [€3 o copo) e não gostei.
Não só porque não encontrei a base de alvarinho como porque o resultado final me soube 'a remédio'.
Talvez mereça uma nova prova em momento oportuno.


quarta-feira, 3 de maio de 2023

Quinta do Mascanho Grande Reserva (2018): 8/10

O 'problema' destes vinhos, com muito tempo de estágio (colheita de 2018, engarrafada em 2022), é que precisam de tempo para se revelarem plenamente. Esta garrafa foi aberta uma hora antes e não foi suficiente. Como muitas vezes já me aconteceu, no dia seguinte (12 horas depois, devidamente acondicionada) estava ainda melhor, no sentido em que mais sabores secundários se revelaram (frutos secos, por exemplo) e se mostraram mais intensos.

Mas quem é que abre uma garrafa 12 horas antes? No restaurante nem 12 minutos até o primeiro copo ser servido...

Estamos perante um grande vinho, a que só falta um final mais prolongado para ser excecional.

Relação preço-qualidade: €20 euros é um bom preço.

Ano da produção: 2018
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: oferta do produtor [€22,5 online]
Local de compra: 
Data de consumo: maio 23
Produtor: Quinta do Mascanho
Localidade: Ceivães, Monção [este produtor tem vinhas em Monção e Melgaço, de onde, aliás, vem o nome Mascanho]
Enólogo: José António Lourenço?
Acidez Total: (g/dm3) - 6,5º
Açucares residual Seco <1,5 g/dm3
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: "Os anos de estágio em inox, em contacto com borras finas, acrescentam uma nova estrutura e complexidade a este vinho."
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: robalo assado no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(384)



terça-feira, 2 de maio de 2023

Vermute de alvarinho (Casa de Canhotos)

 A Casa de Canhotos apresentou na Feira do Alvarinho de Melgaço um novo produto: um vermute de alvarinho (15,5º de álcool).

Na Galiza há alguma oferta, mas em Portugal é absoluta novidade. O que se saúda.

O resultado final: trata-se de uma bebida muito agradável, com abundância de ervas aromáticas (maceradas), mas que acabam por anular a essência da casta.

Ou seja, como bebida, a Casa de Canhotos está de parabéns pelo produto; como derivado de alvarinho já tenho as minhas dúvidas (no fundo, se a base fosse um azal, um arinto ou mesmo um loureiro, para falar apenas de castas da zona dos Verdes, o resultado talvez não fosse muito diferente).



domingo, 30 de abril de 2023

Sorvete de espumante de alvarinho

A Feira do Alvarinho de Melgaço, a decorrer nesta altura, revelou diversas novidades, não apenas entre a produção de vinho - e irei referir-me a várias neste espaço.

Começo com uma que me deixou muito agradado: uma gelataria artesanal de Coimbra preparou um sorvete à base do espumante bruto Dona Paterna.

E se noutros casos o produto final deixou algumas dúvidas, neste o resultado é excelente. Um sorvete muito agradável, em que (e isso é o mais importante, nesta perspetiva) o sabor do espumamente surge desde o primeiro contacto e fica no céu da boca depois do final.

Ou seja, mais um exemplo da riqueza da casta e de como é possível diversificar a oferta, mantendo a qualidade.



quinta-feira, 27 de abril de 2023

Quinta d' Amares (2022): 5/10

Voltei a comprar o Quinta d'Amares, depois de ter lido que venceu um prémio no Japão, destinado a mulheres. 

Achei um pouco estranho porque o último que bebi, o 2019 não teria as características tão evidenciadas (ou estereotipadas) para um público feminino (um vinho perfumado, adocicado, muita fruta).

Mas ao beber o 2022 rapidamente se percebe porquê: este Quinta d'Amares é mesmo um vinho perfumado, quase doce, com bastante fruta, bastante fresco.

Eu não gosto. Mas há que respeitar quem gosta.

[este é, provavelmente, o vinho em que as avaliações mais têm flutuado, desde que provei o primeiro, relativo a 2016; diferentes formas de fazer o vinho, apesar do enólogo ser o mesmo, ou inconsistência da minha parte?]

Relação preço qualidade: €7,95 é caro para quem não gosta e uma pechincha para as japonesas!  

Ano da produção: 2022
Data de compra: março 23
Preço de compra: €7,95
Local de compra: Douro e Coisas, Vila do Conde
Data de consumo: abril 2023
Produtor: Quinta d'Amares
Localidade: Amares
Enólogo: António Sousa (na ficha); Diogo Schartt (na informação divulgada à comunicação social)
Acidez total: 6º
Açucares residual (g/l): seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: sapateira recheada
Pode acompanhar por exemplo:
(25)

Quinta d'Amares 2016

Quinta d'Amares 2019

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Dom Ponciano Bruto Natural Grande Reserva (2016): 8/10

Bebi o 2013 em 2019 e agora o 2016.

Mantenho tudo o que então escrevi ("Um dos melhores espumantes de alvarinho que alguma vez bebi"), com uma atualização: entretanto surgiram no mercado outros 'grandes reservas'.
Ano da produção: 2016
Data de compra: nov. 22
Local de compra: Feira do Espumante 2022, Melgaço
Preço de compra: 15€ 
Data de consumo: abril 2023
Produtor: Vinhos e Derivados
Localidade: Paderne, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de frango
Pode acompanhar por exemplo: polvo, lampreia, bacalhau (no forno, bordalesa, lagareiro, etc)
(199)

Aviz (2021): 8/10

Aviz é uma referência da Casa do Vale (ou do Valle?) em Cabeceiras de Basto. As uvas de 2020 foram engarrafadas em 2021 e ficaram 4 anos em ...

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