sexta-feira, 14 de junho de 2024

Recuperar variedades tintas do vinho alvarinho? CORRIGIDO

Li com grande surpresa (porque desconhecia tal coisa), que um cientista, Nuno Vieira e Brito, coordenador do NUTRIR – Núcleo Tecnológico para a Sustentabilidade Agroalimentar do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, tem, entre outros projetos, o objetivo de recuperar variedades tintas do vinho alvarinho, que “estão perdidas” mas podem “passar a ser utilizadas como novos produtos de diversificação do vinho”.
(desconhecia que existissem castas que fossem em simultâneo tintas e brancas)
ATualizado a 15/5: procurei informação junto do investigador, que me explicou que houve um erro: ele referia-se a castas minoritárias tintas na região do alvarinho e não a castas tintas do alvarinho, como surge na notícia.

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Dom Ponciano (2022): 8/10

 Tudo o que um alvarinho da subregião tem de ter: um aroma frutado, uma boca em que a fruta aparece muito bem integrada e uma acidez final que lhe dá frescura.

Ano da produção: 2022
Data de compra: 
Local de compra: bebido em refeição particular
Preço de compra: 
Data de consumo: junho 2024
Produtor: RE, Vinhos e Derivados
Localidade: Paderne, Melgaço
Enólogo: 
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de polvo
(73)

Dom Ponciano 2016

Dom Ponciano 2017

quinta-feira, 6 de junho de 2024

ADN Anselmo Mendes & Dirk Niepoort (2023): 7/10

O que é suposto acontecer quando o mais famoso enólogo de alvarinho se junta com um dos mais conhecidos enólogos do Douro para fazerem um vinho?

Anselmo Mendes e Dirk Niepoort surprenderam ao fazerem o menos provável: lançaram um vinho de preço acessível.

[o projeto começou com dois loureiros e um vinhão, lançados no final de 2022. Pelo que percebi também houve um alvarinho 2022, mas a informação é escassa]

Este alvarinho de aroma vegetal e perfil cítrico, tem uma acidez bem marcada. Não é, nem se esperaria, pelo preço, que fosse um vinho com alguma complexidade e intensidade.

Ano da produção: 2023
Data de compra: maio 2024
Preço de compra: €12,49
Local de compra: Garrafeira Soares, online
Data de consumo: junho 24
Produtor: ADN (pelos visto é o nome do projeto de Anselmo Mendes & Dirk Niepoort)
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes & Dirk Niepoort
Acidez Total: ?
Açúcar: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: não há qualquer informação disponível, na garrafa ou online
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo: 
(437)





domingo, 2 de junho de 2024

6000 A. C. (2021): 8/10

Primeira nota: estamos numa fase em que os produtores procuram fazer vinhos muito caros. Este vinho da Adega de Ponte da Barca é o alvarinho mais caro fora da subregião (e, em geral, um dos verdes mais caros), embora as uvas sejam de Melgaço.

Segunda nota: a Adega de Ponte da Barca não fez um vinho igual a outros; inovou com um curtimenta ("um processo arcaico que já era dominado pelos Romanos", daí o nome), ainda raros no universo dos alvarinhos.

Sobre o vinho: o contacto com as películas produz um vinho sofisticado, complexo, com uma base salina. É o caso. Apreciei sobretudo a sua acidez, quase salina. Há madeira, mas sem sobreposição. Tem um perfil gastronómico, no sentido em que permite quase todo o tipo de comidas.

Relação preço-qualidade: para mim, como consumidor, é um vinho caro (mesmo sabendo que só foram engarrafadas apenas 382 unidades).


Ano da produção: 2021
Data de compra: 
Preço de compra: (pvp de €50]
Local de compra: Feira do Vinho Verde, Viana do Castelo
Data de consumo: maio 24
Produtor: Adega de Ponte da Barca
Localidade: Ponte da Barca (com uvas de Melgaço)
Enologia: José Oliveira
Acidez Total: ?
Açúcar: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas fermentam em contato com as películas, grainhas e restante parte vegetal, recorrendo a leveduras selvagens, por um período de 15 dias. Daí a coloração dourada que apresenta. Depois, estagiou em Barrica de Carvalho, por 12 meses, e mais 6 em garrafa, antes de ser comercializado"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º-12º
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo: tirando um cozido à portuguesa, acompanha quase tudo...
(436)


domingo, 26 de maio de 2024

Monsão 1261 (2023): 7/10

Primeiro a história: um grupo de quatro amigos, ligados a Monção, inovou há alguns anos lançando o segundo gin de alvarinho, o primeiro da subregião.

A seguir acharam, com toda a legimitidade, que fazia falta ao seu portfolio um alvarinho e criaram este Monsão 1261 com a ajuda de Anselmo Mendes.

A minha questão é: num mercado que está cada vez mais saturado, nomeadamente de colheitas, um novo alvarinho tem de distinguir-se, tem de trazer - como agora se diz - diferenciação.

Este Monsão 1261 é um vinho bom, com excelente acidez (Anselmo Mendes fala num potencial de guarda grande, mínimo 10 anos), mas no fundo não se pode dizer que seja muito diferente de outros que existem na subregião, novos ou antigos. É pouco? Claro que não. Falta saber se será suficiente para o afirmar entre a elevada concorrência. 

Espero que sim. 

[uma segunda prova, na refeição seguinte, revelou mais complexidade]

Relação preço-qualidade: um pvp de €18 não é fácil (para apenas 2300 garrafas)

Ano da produção: 2023
Data de compra: Abril 2024
Preço de compra: €15 (pvp de €18]
Local de compra: Feira do Alvarinho, Melgaço, 2024
Data de consumo: maio 24
Produtor: Monsão (não consta do site)
Localidade: Monção
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total: 6,9 g/L
Açúcar: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Prensagem da uva inteira desengaçada. Clarificação pelo frio a 12ºC. Fermentação com velocidade e temperatura controlada. Estágio mínimo de 3 meses sobre borras finas com bâtonnage regular."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: dourada do mar no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(435)




sexta-feira, 24 de maio de 2024

Anselmo Mendes by Alvim, um vinho que esperou dois anos

Na Feira do Alvarinho de Monção, em 2022, Anselmo Mendes supreendeu ao apresentar um novo alvarinho em colaboração com Fernando Alvim. Chamava-se precisamente Anselmo Mendes by Alvim e dizia respeito à colheita de 2020.

Tive a oportunidade de estar no lançamento, de provar o vinho e de escrever sobre ele

Fiquei, a seguir, à espera de ver o vinho no mercado, mas ele nunca apareceu.

Até agora.

Segundo Anselmo Mendes o vinho (que, confirmei, é o mesmo, incluindo a data da colheita) acaba de ser lançado e já está à venda (€24,95). 

O produtor diz que tem um potencial de guarda de 15 anos.





Encosta da Capela Extra-Bruto (2021): 7/10

 Mantenho tudo o que escrevi quando provei o 2018.

Ano da produção: 2021
Data de compra: Feira Monção 2023
Preço de compra: €13 [pvp recomendado €18]
Local de compra: ao produtor
Data de consumo: maio 24
Produtor: José Manuel Fernandes
Localidade: S. Paio, Melgaço
Enólogo:
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: conservas variadas
Pode acompanhar por exemplo:
(281)

Encosta da Capela Extra-Bruto 2018

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Ainda o preço do Soalheiro

Continuo a acompanhar com interesse o esforço da Quinta de Soalheiro para aumentar o preço do seu clássico.

Faço-o essencialmente por dois motivos: porque se trata de uma movimentação que pode ter consequências na concorrência, sobretudo dentro da subregião, mas também porque se trata da marca de alvarinho mais conhecida em Portugal.

Retrospetivando, comecei por detetar as dificuldades do produtor para concretizar esse esforço de subida e percebi depois que havia duas realidades, online e lojas físicas.

Se volto ao assunto é porque estive na nova Garrafeira Nacional, do Porto, e percebi que o preço se mantém dentro dos €10. Aliás, online acontece o mesmo.

Ou seja, por diversas razões, certamente, o mercado parece resistir a aumentar o preço e deixar a barreira psicológica dos €10.


terça-feira, 21 de maio de 2024

Uma prova de alvarinhos fora dos Vinhos Verdes

Sinal da vitalidade que a casta alvarinho tem conquistado a nível nacional, a última edição da revista Grandes Escolhas faz uma prova de 18 alvarinhos produzidos fora da região dos vinhos verdes (o que penso ser original).

Algumas notas:
- o autor da peça fala em cerca de 30 alvarinhos nestas circunstâncias, mas basta consultar a nossa página para perceber que só no Altenjo há 14 (provados...). Pelas nossas contas, são perto de 45 provados (incluindo alguns IVV).
- o mais pontuado é o Kompassus, feito na Beira Atântico, com Anselmo Mendes. Já o meu melhor, neste contexto, é o Poeira, do Douro (mas muito mais caro, é certo).
- Alguns vinhos, muito bem pontuados no Senhor Alvarinho, como o Quinta do Casal Branco (Tejo) ou o Ninfa (Tejo), não surgem;
- Em contrapartida, o Adega Mãe (também com Anselmo Mendes) obtém uma pontuação 'fraca' na Grandes Escolhas e uma boa pontuação na nossa página.
- dos 18, apenas uma novidade: Convento do Paraíso, Algarve, que já está na lista de compras...


segunda-feira, 20 de maio de 2024

Azevedo Reserva (2023): 5/10

Bebido a copo no novo restaurante do Chef Vasco Coelho Santos, a acompanhar um tataki de atum.

Pareceu-me ainda muito 'fechado', com pouco para dar, talvez por estar a ser bebido cedo de mais (perfil claramente cítrico).

Este Azevedo não é um alvarinho de grande distinção, mas este pareceu-me ainda mais 'curto'.

[o produtor não tem culpa, mas aqui fica a denúncia. uma garrafa custa €8,50 na distribuição; um copo não pode custar €5, porque isso é ganhar, pelo menos, 4 vezes mais numa garrafa!]

Ano da produção: 2023
Data de compra: maio 2024
Preço de compra: €5 a copo no Time Out Porto 
Local de compra: €8,95 online
Data de consumo: maio 2024
Produtor: Sogrape
Localidade: Quinta de Azevedo, Barcelos (Vinho regional Minho)
Enólogo: António Braga
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: tataki de atum
Pode acompanhar por exemplo: 
(188)

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Dona Paterna 30º aniversário (2020): 9/10

Seguramente um dos melhores vinhos produzidos até hoje na subregião.

Trata-se de um blend de várias colheitas (a mais antiga, 2016), registado na Comissão como 2020. 

Tem dois anos de barrica (o primeiro com battonage) e mais um em garrafa.

O resultado é de excelência, com muita evolução, resultado do envelhecimento e da madeira (mas não 'sabe' a madeira).

Final potente, com a acidez a prolongar-se.

Para mim é o melhor vinho feito até hoje por Fernando Moura, o enólogo que muitos na subregião tratam por mestre.

Relação preço-qualidade: tem um pvp recomendado de €50 euros. Os leitores deste espaço sabem que atribuo muita importãncia ao preço. Por alguma razão este é o primeiro vinho com um preço de €50 ou mais euros a receber nota 9. Porque merece [e neste contexto não faz sentido estar a discutir por exemplo se poderia ser cinco euros mais barato, para se aproximar do Jurássico, por exemplo]. 

Ano da produção: 2020
Data de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor (pvp recomendado: €50]
Local de compra: Feira do Alvarinho, Melgaço, 2024
Data de consumo: maio 24
Produtor: Dona Paterna (não consta do site]
Localidade: Melgaço
Enologia: Fernando Moura
Acidez Total: ?
Açúcar: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Selecionado a partir de um mosto da colheita de 2020, este vinho fermentou e estagiou em barricas usadas de carvalho francês durante dois anos, com
processo de batonnage durante o primeiro ano"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11-12º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(434)


terça-feira, 14 de maio de 2024

Foral de Monção Reserva (2017): nota não atribuída

Esta 'mania' de querer beber os alvarinhos o mais tarde possível tinha de dar nisto: apanhei um Foral de Monção Reserva 2017 a caminho de se tornar vinagre.

A rolha estava ótima, não se percebia qualquer perda, pura e simplesmente o vinho estava 'passado'. Dará para temperos?

Por essa razão decidi não atribuir nota.

Ano da produção: 2017
Data de compra:maio 2021
Preço de compra: €11
Local de compra: 
Data de consumo: maio 2024
Produtor e Engarrafador: Quinta das Pereirinhas
Localidade: Troviscoso, Monção
Enólogo: João Pereira
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 3
Pontuação:
Primeiro copo servido a: entre 11º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: bacalhau com todos
Pode acompanhar por exemplo:
(93)

Foral de Monção Reserva 2016 

Foral de Monção Reserva 2017

Foral de Monção Reserva 2020



domingo, 12 de maio de 2024

A relação da Subregião Monção & Melgaço e o Concurso dos Vinhos Verdes

Se a subregião produz os melhores vinhos da Região dos Vinhos Verdes (e eu acho que sim, pelo menos ao nível de brancos), isso deveria refletir-se no concurso anual organizado pela Comissão. No ano passado, recordo, o vencedor foi um alvarinho... de Amares e o melhor espumante de alvarinho... de Santo Tirso. (CORRIGIDO: já o melhor espumante foi o Canhotos Sublime, da subregião)

Este ano o 'problema' é de outro tipo: entre os quatro principais vencedores há dois da subregião, mas onde estão os mais conhecidos? Não há, entre os principais premiados, Anselmo Mendes, não há Soalheiro, Provam (o Portal do Fidalgo Reserva é a exceção), QM, Regueiro, Quinta de Santiago, etc. [nota: o grande vencedor é um vinho de Melgaço, muito elogiado neste espaço]. Há, e bem, Casa de Canhotos, há Dona Paterna, mas sinto que falta qualquer coisa.



Não sei se bem, deduzo que nenhum deles tenha concorrido. O que nos leva à questão da relação entre a subregião e o concurso da Comissão dos Vinhos Verdes e da falta de um concurso nacional só de alvarinhos. Se concorreram com as suas melhores referências, mais estranho é.

PS: destacando apenas os principais troféus, foram premiados com a chancela Grande Ouro o Cícero Alvarinho 2021 e o Via Latina Grande Reserva Branco 2018 na categoria Grandes Vinhos com Estágio; o Vila Nova Azal 2023 na categoria Grandes Vinhos Jovens; e o Messala Alvarinho Bruto 2019 na de Vinhos Espumantes.

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Borges Estagiado em Borras Finas (2022): 6/10

Uma das mais recentes tendências é deixar o vinho estagiar com as borras (finas) durante alguns meses. O obejtivo é permitir que o vinho ganhe outros sabores que resultam desse contacto.

Até agora provei cinco vinhos com essa vinificação mas só um era verdadeiramente excelente

Este Borges está um furo abaixo dos restantes. Sendo um vinho agradável, não se percebe um ganho que resulte desse estágio, talvez por estar apenas 4 meses no processo. Um leve, com pouca estrutura.

Relação preço-qualidade: paguei €7,37 pela garrafa no distribuidor, o que é um preço incrível, mas na loja online do mesmo distribuidor está agora a €17,90, claramente inflacionado.

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 24
Preço de compra:  €7,37 [na loja online está a €17,90
Local de compra: Armazém da JMV, Gondomar
Data de consumo: maio 24
Produtor: Vinhos Borges
Localidade: Monção e Melgaço
Enologia: ?
Acidez Total: 6,9 g Ac.Tart./l.
Açúcar: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O mosto proveniente das uvas prensadas é arrefecido para 8-12 ºC de forma a decantar. Após decantação o mosto limpo é separado das borras e inicia-se a fermentação com controlo de temperatura (16-17 ºC). No final da fermentação o vinho estagia sobre as borras finas durante 4 meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: salmão grelhado
Pode acompanhar por exemplo:
(433)


terça-feira, 7 de maio de 2024

Quinta de Santiago Espumante Extra-Bruto Reserva (2021): 7/10

O que mais se destaca neste espumante da Quinta de Santiago é, para além da bolha muito elegante, a acidez (8,2 g/dm3 é um valor relevante).
Discreto no aroma (perfil mais cítrico?), compensa depois com o final em grande.

Uma nota lateral: os espumantes da Quinta de Santiago distinguem-se de todos os outros vinhos da subregião pelos rótulos. Muito bonitos, sem margem para dúvida. Não tenho a certeza, contudo, que sejam tão informativos quanto o público pode desejar (nomeadamente, quando estão à venda em garrafeira).

Relação preço-qualidade: os €13,99 pagos no Coca são (como sempre...) um excelente preço e é com base nesse preço que faço o meu juizo. 
Ano da produção: 2021
Data de compra: fevereiro 2024
Preço de compra: €13,99
Local de compra: Coca, Monção
Data de consumo: maio 24
Produtor: Quinta de Santiago
Localidade: Monção
Enologia: ?
Acidez Total: 8,2 g/dm3
Açúcar: 3 g/l
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Prensagem direta, decantação, fermentação e estágio sobre borras finas 8 meses. Após esse período vinho base faz a 2ª fermentação em garrafa e estágio sobre as borras, conforme o método clássico pelo período de 1 ano. Garrafas são sujeitas ao
processo de remuage e dégorgement manual."
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º-11º
Acompanhou: arroz de polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(432)

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Soalheiro Cota 27 (2022): 7/10

Numa altura em que se percebe uma tendência para que os alvarinhos sejam cada vez mais secos, retirando alguma doçura associada tradicionalmente à própria casta, eis que a Quinta do Soalheiro surpreende o mercado com um novo vinho, um pouco em sentido contrário - ainda que se apresente como 'seco' (no caso, 0,37g por 100 ml).

Este Cota 27 (porque nasce nas cotas mais baixas do vale de Monção e Melgaço, junto ao Rio Minho, onde os solos são mais ricos em barro) parece(-me) destinado a um público mais feminino e provavelmente estrangeiro (nórdico?).

Um vinho muito frutado, a que não falta a característica acidez final, mas também ela mais discreta do que o temos visto em muitos alvarinhos recentes. Comparando com o Clássico da Soalheiro, mais frutado e um pouco menos de acidez.

(atualizo com informações do texto promocional, onde a Soalheiro fala de um vinho "elegante e complexo. Com volume e frescura em perfeito equilíbrio, tem um final de boca longo e persistente. A acidez é equilibrada e integrada, conferindo-lhe uma característica amigável e subtil" - sublinhados meus)

Relação qualidade-preço: seguindo o preço que encontrei online, posiciona-se na mesma fasquia do Soalheiro clássico, o que se percebe. Já o pvp recomendado parece-me elevado, mas a marca Soalheiro tem muito peso.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 2024
Preço de compra: oferta do produtor [€12,5 online; pvp recomendado €15]
Local de compra: 
Data de consumo: maio 24
Produtor: Quinta do Soalheiro (ainda não consta do site]
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enologia: António Luis Cerdeira
Acidez Total (g/l): 5.6 g/dm3
Açúcar (residual): seco
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Após a prensagem e antes da fermentação, o mosto é clarificado a baixa temperatura. Este vinho inicia a fermentação num foudre de carvalho francês e termina em barricas usadas de 225 litros de carvalho francês e num ovo de inox. No ovo existe uma bâtonnage natural e nas barricas sofre bâtonnage durante 9 meses sobre as borras mais finas. Faz um estágio de 6 meses em garrafa."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes de pescada com arroz de berbigão 
Pode acompanhar por exemplo:
(431)



terça-feira, 30 de abril de 2024

Soalheiro [Clássico] (2023): 9/10

Vários fatores justificam esta nota:

- a qualidade intínseca do vinho (e se achei o 2022 um pouco mais doce, este 2023 pareceu-me estar mais equilibrado);

- uma extraordinária relação qualidade-preço, que permite que se beba um vinho francamente bom a pouco mais de €10;

- a persistência do produtor em lançar a nova colheita o mais cedo possível, embora cada um de nós o possa beber o 'mais tarde' que quiser (faz parte da imagem desta marca e isso fá-la distinguir-se dos concorrentes mais diretos); 

O Soalheiro é a marca de alvarinho mais conhecida em Portugal e isso deve-se, penso, à soma de vários elementos, como alguns que enunciei antes.

Ano da produção: 2023
Data de compra: 
Preço de compra: ?
Local de compra: Restaurante Sabino, Melgaço
Data de consumo: abril 24
Produtor: Quinta do Soalheiro,
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enologia: António Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm3): 6,2
Açúcar (residual) seco
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas são vindimadas à mão. Após a prensagem e antes da fermentação, o mosto é clarificado a baixa temperatura. O vinho fermenta em inox e estagia em contacto com as borras finas antes do seu engarrafamento"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou: bacalhau com broa
Pode acompanhar por exemplo:
(45)




domingo, 28 de abril de 2024

Alvarinhos e doces, um casamento difícil

Uma das curiosidades das duas feiras do alvarinho (a de Melgaço, que hoje termina, e a de Monção) é a oferta de uma série de produtos deverivados de alvarinho. 

E não me refiro a bebidas (há licores, hidromel, cerveja, gin, vodka ou vermute) mas a doces. 

Desta vez comprei bombons de alvarinho no stand "Sabor do Céu" e umas bolachas de farinha de milho que tinham um creme com alvarinho (na 'Melgaço em Sabores').

Em comum, o facto de o alvarinho ser (quase, para ser simpático) indistinguível.

Os dois produtos são agradáveis, comem-se sem sacríficio (o que é doce nunca amarga...) mas não consigo encontrar o alvarinho.

A culpa não é do 'fabricante' mas da matéria-prima: como verter para o doce os aromas frutados/vegetais e a acidez final que são as marcas características da casta?

Até hoje só encontrei alvarinho, num derivado doce, neste sorvete. 

 

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Casa do Capitão-Mor Reserva Maceração (2021): 6/10

Pontos fortes deste Casa do Capitão-Mor Maceração: o aroma (forte, personalizado) e a acidez final, bem marcada e longa.

Já na boca o vinho 'não me encheu as medidas': achei-o curto, com pouca complexidade (que seria de esperar em resultado da maceração, que visa, penso, trazer novos e mais sabores ao vinho).

Um vinho agradável (que provavelmente ganhará com o tempo, já que, segundo o produtor, tem um potencial de envelhecimento de 15 anos).

Relação preço-qualidade: se a concorrência direta é o Regueiro Reserva está com dois euros a mais (tomando o preço de venda na Feira e não em garrafeira)

Ano da produção: 2021
Data de compra: julho 2023
Preço de compra: €12
Local de compra: Festa do Alvarinho, Monção 2023
Data de consumo: abril 24
Produtor: Quinta de Paços, Sociedade Agrícola, Lda,
Localidade: Mazedo, Monção
Enologia: Rui Cunha e Gabriela Albuquerque
Acidez Total (g/l): 6,3
Açúcar (g/l) <1,5
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O mosto é fermentado em inox, ficando o vinho sobre as borras finas com batonnage até à preparação do engarrafamento. Passagem parcial (10%) por madeira. O vinho fica em estágio na garrafa durante 6 meses"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º 
Acompanhou: robalo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(430)


terça-feira, 16 de abril de 2024

Rinha (2020): 8/10

Como Anselmo Mendes descobriu há mais de 30 anos, alvarinho e madeira podem ser grandees companheiros de viagem.

O que é que é suposto acontecer para o casamento resultar? Que a madeira, sobretudo quando elimina alguns excesso de fruta, não se sobreponha às características essenciais da casta e que esse sabor da madeira fique na boca quando a acidez final chegar. 

É o que se sucede com este Rinha 2020, um vinho produzido em Vizela por uma empresa familiar (Manuel Costa & Filhos, Lda,) já na terceira geração (Rita, a enóloga, é neta do fundador, e João, o diretor do negócio internacional, o neto).

Apesar de não haver dúvidas sobre a presença da madeira, distingue-se bem a manga madura e um pouco de papaia ou até de ananás.

[Este Rinha 2020 era um IG Minho, mas o Rinha 2022 já saiu como DOC Vinho Verde]

Relação preço-qualidade: €15 euros parece-me um preço justo.


Ano da produção: 2020
Data de compra: setembro 2023
Preço de compra: €15 (desconheço pvp recomendado)
Local de compra: Festa do Vinho Verde, Porto
Data de consumo: abril 24
Produtor: Manuel Costa  Filhos Lda (IG Minho)
Localidade: Vizela
Enologia: Rita Costa
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "6 meses em caso de carvalho francês"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º (à medida que foi aquecendo na garrafa foi perdendo vigor)
Acompanhou: arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo:
(429)




Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26 . 1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 1 0 milhões de quilos [10 mil tonela...

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